Remédios para emagrecer que não precisam de receita médica

Minha luta pela divulgação de métodos saudáveis e confiáveis de emagrecimento encontra um obstáculo intransponível: a enorme quantidade de internautas paraquedistas em busca de remédios para emagrecer que não precisam de receita médica.

De nada adiantaram os textos escritos pelo antigo proprietário do blog e por mim alertando sobre esse tipo de fármaco, e sinceramente entendo o porquê dele ter abandonado esse nicho. Só me resta ser redundante e tentar resumir tudo o que foi dito de novo. E de novo. E de novo.

Remédios para emagrecer anorexígenos

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A ANVISA proibiu a venda e comercialização desse tipo de remédio no Brasil.

Basicamente, os anorexígenos agem no sistema nervoso central, diminuindo a vontade de comer do paciente. As principais classes de anorexígenos existentes são as anfetaminas e as metanfetaminas.

Antes da proibição, os remédios mais vendidos no Brasil eram anorexígenos, principalmente femproporex e mazindol em fórmulas manipuladas.

Os efeitos colaterais são inúmeros: taquicardia, hipertensão, depressão, irritabilidade, insônia, dependência ao fármaco, surtos psicóticos, transtornos alimentares, vômitos, episódios de alucinação…

Antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina

São usados (adivinha) para transtornos psicológicos depressivos e de ansiedade oriundos da falta de serotonina, o neurotransmissor responsável pelos sentimentos de alegria e calma.

 Remédios para emagrecer que não precisam de receita médica

Alguns profissionais receitavam os ISRS (sigla para inibidores seletivos de recaptação de serotonina) como coadjuvante no tratamento da obesidade causada pela compulsão em comer, já que um dos efeitos colaterais é justamente a perda de apetite aliada ao alívio da ansiedade.

Os ISRS mais receitados são: fluoxetina, paroxetina, sertralina e citalopram.

Só podem ser comprados com retenção de receita.

Redutores de absorção de gorduras

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Nos Estados Unidos esse tipo de fármaco estão entre os remédios para emagrecer que não precisam de receita médica. Aqui no Brasil é necessária uma receita simples.

O princípio ativo desse remédio é o orlistate, vendido aqui no Brasil sob a marca Xenical. O remédio comprado sem receita tem uma dosagem menor do princípio ativo.

A liberação de venda nos Estados Unidos se deu porque ele não interfere nas funções cardiovasculares nem no sistema nervoso.

O remédio impede a absorção de pelo menos 30 por cento da gordura consumida.

A gordura não consumida é rapidamente liberada para o intestino grosso, sem ser metabolizada. Essa rapidez pode causar certos constrangimentos, como liberação de gordura pelas fezes ou mesmo involuntariamente.

O uso requer uma mudança de hábitos alimentares rigorosa para que os efeitos sejam os desejados, além do acréscimo de atividades físicas.

Cólicas e diarreias são os efeitos colaterais mais comuns.

Existem casos específicos em que o uso de remédios para emagrecer é referendado por um médico após uma análise clínica e laboratorial criteriosa, mas mesmo nesses casos não há remédios para emagrecer que não precisam de receita médica.

Os que dizem o contrário em propagandas geralmente escondem sob a máscara de “natural” e “livre de efeitos colaterais” um verdadeiro “coquetel Molotov” em forma de remédio. Mas repito o que sempre digo: a principal responsável pela sua saúde é você.

Este site site não é farmácia ou consultório médico. Não brinque com sua saúde. Não se automedique. Consulte seu médico, e não confie no que ler na Internet, nem mesmo neste site.

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