Riscos da Cirurgia Bariátrica
A cirurgia bariátrica é usada como método de emagrecimento desde meados do século passado e desde então a técnica cirúrgica tem se tornado cada vez mais segura graças às novas tecnologias desenvolvidas desde então. Hoje é possível submeter-se a uma gastroplastia sem grandes incisões graças ao advento da videolaparoscopia e o índice de óbitos tem diminuído ano apos ano. Contudo, os riscos da cirurgia bariátrica continuam a existir e precisam ser esmiuçados por médicos e pacientes para que ambos cumpram cada um a sua parte para que a cirurgia bariátrica seja um sucesso.

O porquê dos riscos da cirurgia bariátrica
Parece óbvio para a comunidade médica, mas aos olhos de quem ainda acha que a cirurgia bariátrica é apenas mais uma tática de emagrecimento é um alerta pertinente e sempre importante: uma cirurgia, qualquer que seja ela, é uma vilipendiação ao corpo. Para deixar isso claro: é como se seu corpo fosse um carro e uma cirurgia bariátrica fosse a troca do motor original por outro menos potente porém mais econômico. Essa “troca” vai mudar toda a configuração original do seu corpo, incluindo aí o delicado sistema hormonal, que terá que se adaptar às novas formas do seu novo estômago. Qualquer médico sério dirá que não existe cirurgia sem riscos inerentes, e esse é o primeiro ponto que precisa ficar claro quando houver a necessidade de se fazer uma cirurgia bariátrica.
Os principais riscos da cirurgia bariátrica
Não há nesta lista abaixo uma ordem de importância e essa relação não significa que um recém-operado correrá obrigatoriamente os riscos que serão descritos.
- Síndrome do esvaziamento rápido, também conhecida como “síndrome do dumping”, que causa náuseas e vômitos quando alguns tipos ou quantidades de alimentos são ingeridos. Excesso de alimentação baseada em gordura e consumo de açúcar são os principais causadores da síndrome.
- O redirecionamento dos sucos gástricos pode causar episódios de irritação na nova mucosa intestinal. Úlceras são muito comuns em pessoas que passam pela cirurgia bariátrica.
- Casos de anemia também são frequentes, já que alguns desvios intestinais eliminam a passagem do alimento pelo duodeno, responsável pela absorção do ferro presente na alimentação.
- Não só a malabsorção do ferro é um problema. As deficiências de absorção de micronutrientes tornam-se um problema que precisa ser monitorado por toda a vida e suplementado com complexos vitamínicos. Entre os nutrientes que têm sua absorção comprometida estão o cálcio (principalmente mulheres na menopausa), as proteínas e a vitamina B12.
- Aumentam os riscos de infecções gastrointestinais, pneumonia, hérnias, sangramentos e embolia pulmonar.
- Os riscos de alterações psicológicas precisam ser pensados antes. Como já dito no texto “Quem pode fazer gastroplastia“, pessoas com distúrbios psicológicos não podem, em hipótese alguma, se submeter à cirurgia bariátrica, pois as mudanças psicológicas são inevitáveis.
- Podem ocorrer perfurações e obstruções em quem coloca o anel gástrico.
- Casos de desarranjos intestinais, como flatulências desagradáveis ou diarreias muito malcheirosas, também são relatados.
- O risco de morte é bem menor do que 1 por cento na cirurgia bariátrica. Mas existe.
Os riscos da cirurgia bariátrica precisam ser colocados em uma conversa franca com o paciente, para que ele fique a par de todos os possíveis desdobramentos da gastroplastia e se estimule a seguir rigorosamente e por toda a vida as recomendações pós-operatórias. Não à toa, o prazo entre a indicação clínica da cirurgia bariátrica e a operação propriamente precisa de um prazo mínimo de dois anos para a correta avaliação do paciente.
Atenção: este texto foi escrito apenas para fins informativos. Este blog não é consultório médico ou farmácia. Consulte seu médico.
Categorias: Cirurgia Bariátrica

Como obter cirurgia bariátrica gratuita
Cirurgia Bariátrica e Gravidez
Cirurgia Bariátrica: Recuperação
Tipos de cirurgia bariátrica




