9 perguntas sobre reposição hormonal

Afinal, a reposição hormonal causa benefícios ou malefícios à vida da mulher na menopausa?

13 de maio de 2017 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques


No texto “Reposição hormonal na menopausa“, começamos a dissertar sobre as muitas dúvidas surgidas com as conclusões preocupantes sobre os efeitos da compensação artificial de hormônios formuladas pela WHI (Women’s Health Initiative).

De acordo com o estudo estadunidense, a terapia de reposição hormonal aumentava os riscos de adquirir problemas como câncer de mama, infarto, derrames e embolia pulmonar.

Esse sinal de alerta fez com que o tratamento com hormônios após a menopausa começasse a ser visto com desconfiança por pacientes e parte da comunidade médica, pelo menos a princípio. Nos anos que se passaram após a publicação dos resultados do estudo, a poeira baixou e hoje pode-se dar outros diagnósticos.


A metodologia da pesquisa

Durante a realização do estudo, usou-se uma quantidade de hormônios mais alta do que as usualmente prescritas. Isso pode ter sido um dos fatores para o aumento dos riscos à saúde. Alie-se a isso a média de idade das voluntárias, geralmente menopausadas há mais de 5 anos.

De qualquer maneira, a pesquisa norteou diversos novos parâmetros e gerou uma enorme gama de novos estudos envolvendo dosagens, efeitos colaterais e benéficos e a anamnese da menopausa de cada uma de nós.


As principais perguntas sobre a reposição hormonal

1-Quem estava se submetendo à terapia de reposição hormonal deve descontinuá-la?

Não sem o devido aval do seu ginecologista. Em linhas gerais, a suspensão de qualquer tratamento só deve ser feita se houver sérios efeitos colaterais envolvidos, sempre devidamente diagnosticados.

 

2-A reposição hormonal engorda?

Não. Não. E não. Hormônios não engordam nem emagrecem, apenas auxiliam os processos metabólicos que podem ou não fazer um dos dois eventos ocorrer. O que acontece é que há uma tendência natural de se ganhar peso com o passar dos anos graças ao envelhecimento, mas isso pode ser combatido com a nossa velha conhecida dobradinha “alimentação saudável/atividades físicas”.

3-E quanto ao aumento de risco de derrames, infartos e câncer?

Como dissemos acima, as superdosagens hormonais aliadas à idade avançada de muitas mulheres foram, na maioria das vezes, determinante para que esses quadros maléficos se propagassem. Os riscos são pessoais e intransferíveis e dependem de diversos fatores que apenas uma análise precisa do quadro clínico da mulher poderá avaliar corretamente.

4-A reposição hormonal melhora o aspecto de pele, unhas e cabelos?

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Sim! Os efeitos mais sentidos durante a menopausa são a perda de flacidez e elasticidade da pele, enfraquecimento das unhas e perda de cabelos. A terapia hormonal melhora sensivelmente os efeitos estéticos, mas atenção: esses fatos devem ser considerados como “efeitos colaterais benéficos” do tratamento com hormônios. Nunca faça esse tipo de terapia apenas com esse objetivo!

5-É verdade que aumentam os casos de sangramento e cistite (inflamação da bexiga) quando se faz reposição hormonal?

Se a dosagem de hormônios for a devidamente prescrita, a cistite tende a desaparecer e os episódios hemorrágicos tornam-se apenas uma questão de acerto de quantidade de substâncias.

6-Quais são os hormônios usados na reposição?

Quem define quais e suas respectivas quantidades é o ginecologista. Geralmente são dois: estrógeno e progesterona, sozinhos ou combinados de acordo com a necessidade de cada mulher. Há todo um histórico de especificidades que precisam ser definidas, e seria leviano afirmar em um texto meramente informativo algo tão direcionado.

7-Que método é o mais indicado: via oral ou via injetáveis e adesivos?

Novamente, cada caso é um caso. Geralmente, o tratamento oral pode causar algumas complicações no fígado, mas há quem sofra efeitos deletérios com aplicações intradérmicas. Quem definirá a melhor aplicação é o médico.

8-Existe alguma limitação de tempo para se fazer a reposição hormonal?

Deve-se limitar esse tratamento a um período de tempo que será determinado pela anamnese pessoal, mas há um consenso: uma mulher não pode fazer esse tratamento para sempre, já que esse aporte de hormônios por muito tempo pode, sim, causar câncer de mama.

9-O desejo sexual sofre alguma alteração?

Depende. A reposição hormonal devolve às mucosas parte da lubrificação perdida com o término das funções sexuais dos órgãos reprodutores. Isso, aliado à autoestima da mulher, pode acender a libido.

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