A dieta anti-inflamatória

Os preceitos da dieta anti-inflamatória são simples: escolha o que comer e coma com inteligência e responsabilidade. Acompanhe.

Em alguns casos, o que nos alimenta pode ser o principal adversário de uma dieta. Alguns alimentos podem causar inflamações e elas costumam agir na surdina, sem sintomas aparentes.

Saber quais comidas tem potencial inflamatório é o primeiro e mais importante passo para que o binômio “reeducação alimentar – atividades físicas” seja efetivo.

Obesidade: doença inflamatória

A inflamação, em linhas gerais e leigas, é uma reação do organismo a algo que o prejudica. Essa resposta negativa geralmente se dá com o inchaço. No caso da obesidade, a ação inflamatória se dá nas células adiposas, a famosa camada de gordura.

Quieta e sem alarde, a inflamação se alastra pelo corpo, atingindo órgãos nobres como o fígado, e atacando o sistema digestivo. Quando se chega a esse ponto, os ponteiros da balança teimam em não recuar para os números menores.

É possível elaborar uma dieta anti-inflamatória, sabendo quais são os vetores da infecção e evitando ou seu consumo ou os efeitos da ingestão de alguns alimentos.

Glúten e lactose: os suspeitos de sempre

Quando nos recordamos de dietas anti-inflamatórias, os primeiros nutrientes que entram na berlinda são dois velhos conhecidos: a lactose, o açúcar produzido pelos derivados do leite, e o glúten, proteína presente na semente de diversos cereais e seus subprodutos.

Como sempre dissemos, vilanizar esses dois produtos é simplista, pois apenas dois tipos de pessoas não podem consumi-los.

  • No caso da lactose, quem possui intolerância.
  • No caso do glúten, as pessoas portadoras de doença celíaca.

Análises laboratoriais solicitadas por médicos podem determinar essas peculiaridades.

Cada pessoa com sua alergia

Somente um médico, após avaliação, poderá determinar quais tipos de alimentos devem ser evitados em uma dieta anti-inflamatória. E não se engane: há pessoas que possuem intolerância a todo tipo de comida, até mesmo leguminosas aparentemente inofensivas.

Na maioria das vezes, bastam exames de sangue e eventuais biópsias para determinar o grau de inflamação que um alimento pode causar.

Fatores inflamatórios gerais

Existem alimentos que podem provocar processos inflamatórios em todo ser humano que os consumir em excesso ou de forma errônea. Os principais são velhos conhecidos: os carboidratos com alto índice glicêmico, como farinhas brancas, doces e massas.

Trocá-los por versões integrais e evitar refrigerantes, doces e demais fornecedores de calorias vazias é uma atitude que evita diversas inflamações.

Outro equívoco comum é considerar que os ácidos graxos Ômega podem ser consumidos sem critério. O óleo Ômega 3 deve ser consumido com maior moderação do que o Ômega 6, já que o primeiro tende a causar mais inflamações.

O ideal é consumir mais peixes e sementes oleaginosas e menos óleos como os de algodão e girassol.

Alimentos anti-inflamatórios

Verduras e frutas são a escolha mais acertada para incluir no cardápio de uma dieta anti-inflamatória. Quanto mais coloridas, melhor, já que as cores determinam os tipos de polifenóis presentes. Os polifenóis são substâncias anti-inflamatórias presentes na maioria dos alimentos de origem vegetal

Temperos como orégano, limão, cúrcuma, açafrão alecrim e manjericão são ótimos auxiliares na a dieta anti-inflamatória. Os chás, principalmente as versões verde e branco, entram nessa lista.

Um último aviso: só elabore uma dieta anti-inflamatória com auxílio médico. Somente após uma criteriosa análise será possível determinar o que pode causar inflamação ao seu organismo.

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