A dieta da fertilidade

Uma dieta destinada a incrementar a fertilidade feminina pode ajudar a emagrecer?

A dieta da fertilidade tem propósitos muito claros: incrementar a ovulação e melhorar a fertilidade feminina. Estudos capitaneados por pesquisadores da Harvard School of Public Health desde 1975 propuseram mudanças no cardápio de mulheres que podem aumentar as chances de uma mulher vir a engravidar.

É claro que ao ouvir uma frase que contenha a palavra “dieta”, a primeira pergunta que vem à mente é um tanto quanto óbvia: esse regime emagrece? Poderíamos responder com um simples “sim” ou “não”, mas se não explicarmos o porquê, as dúvidas permaneceriam, não é mesmo?

Conceitos básicos

A alimentação das mulheres, entre muitos outros fatores, pode ser a causa da baixa taxa de fertilidade de algumas delas. Embora não haja garantias de que uma mulher que deseja engravidar consiga esse intento ao seguir a dieta da fertilidade, os dez passos preconizados pelo regime podem ser um auxílio a mulheres que sofram de alguns condições que impedem a gravidez, como:

  • Disfunções na ovulação;
  • Síndrome do ovário policístico;
  • Pólipos uterinos;
  • Danos pequenos nas trompas de Falópio;
  • Endometriose;
  • Desordens do sistema imunológico.

A dieta da fertilidade propõe o consumo de gorduras boas advindas de fontes de ômega 3 e 6 e demais gorduras insaturadas, grãos e cereais integrais e proteína vegetal que ajudam a ovulação e a redução ou eliminação de carboidratos simples como açúcares e farinhas refinadas e carne vermelha, cujo consumo pode contribuir para a dificuldade de fertilização dos óvulos.

Os dez passos da dieta da fertilidade

Uma das vantagens do regime é que os dez passos não são mandatórios; a pessoa segue as que forem mais compatíveis com seu metabolismo, tudo de acordo com o que o seu ginecologista indicar (lembrando sempre: nunca comece quaisquer dietas sem acompanhamento médico, principalmente quando elas envolvem algo tão sério quando o desejo de engravidar). O importante é que o regime comece a fazer parte de sua rotina de maneira natural.

Primeiro passo: evitar o consumo de gorduras trans, presentes em alimentos industrializados como biscoitos recheados, pizzas e tortas congeladas, pipoca de micro-ondas, entre outros. Verifique o rótulo das embalagens. A gordura trans obstrui as artérias e provoca danos ao sistema circulatório.

Segundo passo: ingerir mais óleos insaturados vegetais, como o azeite de oliva e o óleo de canola. Ao contrário da gordura trans, essas ajudam a manter vasos e artérias limpos e saudáveis.

Terceiro passo: comer mais vegetais e menos proteínas animais. Aumentar a quantidade de fibras solúveis e insolúveis diminui os níveis de açúcar na corrente sanguínea e consequentemente os riscos de diabetes tipo 2.

Quarto passo: tomar um copo de leite integral ou iogurte ou uma taça pequena de sorvete rico em leite por dia. Isso ajuda a melhorar a fertilidade, segundo os estudos.

Quinto passo: aumentar o consumo de ácido fólico (vitamina B9). Mulheres grávidas precisam consumir 600 mg de ácido fólico por dia. Essa vitamina fortalece o sistema imunológico e ajuda na formação do sistema nervoso do feto, além de ajudar a evitar o aborto espontâneo.

Sexto passo: tomar polivitamínicos que, além de conter ácido fólico, possuem outras vitaminas do complexo B, além de zinco, selênio e demais minerais.

Sétimo passo: ingerir mais ferro na alimentação, principalmente os oriundos de vegetais, grãos e frutas. A anemia é um problema a ser evitado por quem deseja engravidar. Evite consumir ferro vindo de carnes vermelhas.

Oitavo passo: hidrate-se. Beba bastante água e mantenha o leite como um hábito diário. Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas. O café está liberado em pequenas quantidades graças aos antioxidantes.

Nono passo: manter-se em uma “zona de fertilidade” corporal. Segundo os estudos feitos, o índice de massa corpórea ideal para a fertilização encontra-se entre 20 e 24 kg/m². Dentro desse espectro, a ovulação tende a ser mais efetiva.

Décimo passo: manter uma rotina de atividades físicas diárias. 30 minutos por dia para quem era sedentária ajuda muito. Caminhadas, ciclismo, corrida, ou mesmo atividades cotidianas como ir ao mercado a pé, subir mais lances de escada já são um incremento à saúde.

Mas a dieta da fertilidade emagrece?

É uma possibilidade. Afinal, deixar de consumir certos alimentos calóricos e manter uma rotina de exercícios sempre ajuda a perder peso. Contudo, a dieta da fertilidade foi criada para ser um complemento a tratamentos de fecundação naturais. Assim como não há garantias de que uma mulher possa engravidar ao seguir esse regime, não se pode dar nenhuma certeza quanto à real eficácia da dieta para quem quer simplesmente emagrecer.

Mas as mudanças alimentares propostas são, a princípio, saudáveis e podem vir a ser um auxílio ao bem estar e à qualidade de vida se aplicadas no dia a dia. Como sempre, consulte seu ginecologista.

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