A dieta do jejum intermitente

O que é a dieta do jejum intermitente? Quais os benefícios e riscos à saúde que esse regime possui?

A dieta do jejum intermitente está tomando o Brasil graças à promessa de perda de peso rápido e à óbvia aderência de celebridades. Aparentemente simples de ser seguida, esse regime tem até grupos de Facebook e WhatsApp dedicados a ele.

As perguntas sobre a segurança e a eficácia da dieta do jejum intermitente também pululam. Tentaremos responder às mais prementes, sempre começando do começo (a redundância é necessária nesse caso).

Antes, um aviso importante

Como sempre, esse texto propõe uma simplificação de termos e conceitos para fins de entendimento. Por mais que sejamos cuidadosos com as informações aqui colhidas, nunca tente esta ou quaisquer outras dietas sem acompanhamento médico adequado.

Jejum intermitente: longos períodos sem comer

A proposta da dieta é simples: deixar de comer por um período de tempo longo, alimentando-se apenas em horários específicos.

Sim, é tão simples quanto o que foi descrito acima. É um regime de cunho restritivo e por isso a perda de peso é bastante acentuada, já que o jejum intermitente limita severamente o consumo de nutrientes.

Métodos de jejum intermitente mais difundidos

Método 14 horas por 10 – A pessoa come as três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) das 8 da manha às seis da tarde. A partir daí, só volta a comer no dia seguinte.

Método 18 horas por 10 – Mais radical ainda, elimina-se o café da manhã, tomando apenas água em seu lugar e comendo apenas no almoço e no jantar.

Método coma-pare – O procedimento torna-se ainda mais restritivo: praticar um jejum de 24 horas a cada dois dias.

Os riscos da dieta do jejum intermitente

A eliminação de peso excedente, como dissemos acima, é óbvia e esperada; afinal, eliminam-se nutrientes e refeições e por isso o organismo irá deixar de receber calorias. Contudo, os riscos são muitos se esse regime for feito sem acompanhamento médico. Eis alguns deles:

Efeito-sanfona – como em qualquer dieta com severas restrições alimentares, a perda de peso rápida pode vir acompanhada da recuperação ainda mais veloz do peso. Isso causa enormes disfunções em órgãos nobres como o coração e o fígado.

Distúrbios alimentares – quem tiver propensão para o amplificação de problemas como a anorexia e a bulimia corre sério risco de desenvolvê-los graças à carga emocional envolvida nas dietas restritivas. Compulsões e comportamentos obsessivos em relação à comida são tristemente comuns durante esse tipo de regime.

Anemia e falta de nutrientes (avitaminose) – quando deixamos de consumir nutrientes básicos e micronutrientes essenciais, a saúde como um todo fica comprometida. A fome causa doenças junto com a perda rápida de peso.

Perda de massa magra – ao contrário do que se pensa, boa parte do peso eliminado vem da massa muscular e não da camada de gordura. Ou seja, o objetivo inicial, que é eliminar o excesso de gordura acumulada não acontece, porque um corpo que sente fome protege, através do metabolismo, fontes de energia para manter-se vivo.

Considerações finais

A dieta do jejum intermitente só pode ser seguida sob rigoroso acompanhamento médico e nutricional e por um período determinado (e curto) de tempo. Cada pessoa possui peculiaridades metabólicas e corporais que precisam ser respeitadas.

Não siga nenhum regime que deu certo para determinada pessoa. Saiba quais são seus limites, suas deficiências e excessos nutricionais e só pratique esse tipo de regime restritivo sob prescrição, se for o caso.

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