A dieta e as comidas de rua

Conciliar alimentação equilibrada e comida de rua é possível?

Uma das justificativas mais usadas para explicar parte do fracasso de algumas dietas é uma entidade chamada “vida moderna”. A pressa, o tempo cada vez mais escasso e as limitadas alternativas saudáveis e rápidas praticamente empurram a mulher moderna para as comidas de rua.

Contudo, se houver bom senso, inteligência e observação, comer fora não será mais pretexto válido para algum eventual ganho de peso. As escolhas feitas no bufê, na padaria ou mesmo na barraca de cachorro-quente podem ser a diferença ente acumular ou não mais gordura.

O mito das “comidas de rua vilãs”

Quando o termo “comidas de rua” é dito, muitas lembram de alimentos extremamente gordurosos, como salgados fritos (coxinhas, pastéis), pratos com molhos imersos em gordura, biscoitos e salgadinhos de pacote. Alimentar-se na rua de forma rápida não se limita a essas escolhas reconhecidamente engordativas se consumidas com muita frequência.

Existem opções saudáveis em qualquer ambiente, mesmo no boteco mais simples. Olhar apenas com o olho da vontade de comer é um caminho sem volta par o aumento do peso e o descontrole das formas do corpo tão caras a todas nós.

Como fazer as escolhas mais adequadas

A primeira dica é não cair em tentação. Afaste-se de locais onde o acesso a acepipes calóricos é facilitado. E não adianta querer apelar para uma força de vontade que invariavelmente será aniquilada pela fome. Veja mais algumas sugestões:

  • Restaurantes de comida a quilo possuem, em geral, um amplo bufê de saladas. Aposte nos legumes e verduras; elas possuem níveis calóricos baixos e proporcionam saciedade.
  • Nos bufês, onde a comida é farta e pode-se servir à vontade, a sedução da miríade de cores, cheiros e sabores é exposta sem pudor. O ideal é evitar restaurantes com esse perfil, mas se for a única opção próxima, use a estratégia da fartura das saladas do quilão e capriche nas proteínas sem gordura. Carnes magras e aves grelhadas são excelentes opções. Evite as massas e  os molhos.
  • O famoso couvert é uma festa de carboidratos simples. Dispense-o sem cerimônia.
  • Na sobremesa, escolha frutas da estação. Prefira sempre água ao suco ou refrigerante. Melhor parecer sem graça do que acumular gorduras inúteis.
  • Tão importante quanto as escolhas é o tempo que você dedica à refeição. Coma devagar, use sua hora de almoço para degustar e digerir bem o alimento.

Mas e se for inevitável comer algo pouco saudável?

As dicas acima funcionam em um mundo que beira à perfeição. Entretanto, sabemos que esse mundo perfeito não existe. Nem por isso deixa de ser possível escolher entre comidas de rua que pesarão menos, literal e figurativamente.

A maioria das padarias também trabalha com salgados. Prefira os que são preparados assados.

Entre a coxinha e o quibe, prefira o segundo. Quando preparado adequadamente, o quibe fornece menos gordura saturada e carboidratos simples.

Fuja dos pastéis, a não ser que haja a opção das versões assadas. E escolha o de carne, já que o queijo geralmente usado ( a mussarela) é rico em gordura.

Achou um local onde se vende milho cozido? Aproveite: se não for preparado com muito sal, fornece um bom aporte de vitaminas.

Tente não comer cachorros-quentes. Os ingredientes usados possuem altas taxas de gordura trans e sódio.

Se quiser algo doce, prefira uma fatia de bolo simples. Biscoitos recheados e doces tem muito açúcar, além de aditivos demais.

E claro, fuja do refrigerante e dos sucos muito baratos.

Avalie este conteúdo!
Avaliação média: 4.8
Total de Votos: 10
A dieta e as comidas de rua

Comente