A dieta flexitariana

Nascida da necessidade de incluir vegetais na dieta sem excluir carnes, a dieta flexitariana é um dos mais recentes casos de sucesso entre quem deseja emagrecer.

22 de junho de 2015 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


O consumo regular de frutas, verduras, tubérculos e demais alimentos baseados em vegetais é considerado saudável por todos os nutricionistas. Contudo, aderir a uma dieta cem por cento vegetariana não é algo fácil para muitas de nós.

Pensando nisso, a nutróloga estadunidense Dawn Jackson Blatter elaborou uma dieta onde a pessoa prioriza o consumo de vegetais, mas sem abandonar a carne.

Ela chamou essa criação de dieta flexitariana, exposta com maiores detalhes no livro “The Flexitarian Diet – The mostly vegetarian way to lose weight”, sem versão para o Português.

 

As bases da dieta flexitariana

Como o neologismo deixa subentendido, o nome é uma junção de “vegetariana flexível”.  A ideia é simples: aumentar o espaço na despensa e nos pratos para os produtos vegetais, de preferência frescos, e diminuir o consumo semanal de carne ao mínimo necessário.

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Como existem extensos estudos que comprovam a perda de peso das adeptas do vegetarianismo, também são muitas as pesquisas que relatam o decréscimo da ingestão de nutrientes essenciais ao metabolismo dos que consomem exclusivamente vegetais.

A busca do equilíbrio entre a dieta vegetariana radical e o consumo moderado de produtos animais, segundo a nutróloga, faz com que o cardápio seja mais facilmente seguido por quem reluta em abandonar de vez a carne.

Sugestões de consumo dos alimentos

Não há alimentos proibidos na dieta flexitariana, apenas um foco maior no consumo de vegetais durante a semana. Blatter sugere um caminho de adaptação lento e progressivo. Acompanhe.

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  • No início, elimine carnes do cardápio duas vezes por semana e consuma cerca de 730 gramas de alimentos de origem animal distribuídos em sete dias (pouco mais de 100 gramas por dia).
  • Quando o corpo estiver acostumado com as porções mínimas de carne, aumente os dias da semana para três ou quatro sem ela e diminua a porção semanal de carne para cerca de 500 gramas.
  • No chamado flexitarianismo expert, a pessoa consegue ficar 5 ou 6 dias sem consumir carne. Nos dias liberados, consome-se apenas 250 gramas de alimentos de origem animal.

Avaliação da dieta flexitariana e considerações finais

O site U. S. News classificou recentemente a dieta flexitariana como uma das dez mais eficientes para perda de peso. Os principais pontos positivos apontados foram o baixo consumo de gorduras saturadas e trans e toxinas inerentes a qualquer alimentos de origem animal.

Contudo, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Como o foco é no aumento de consumo de vegetais frescos, o preço dos produtos nem sempre será convidativo. Alie-se a isso um trabalho extra de variação de cardápio, essencial para quem não quer enjoar da dieta flexitariana.

Há que se ter cuidado com as carnes consumidas. Recomenda-se comer cortes bovinos magros ou aves sem pele para absorção de proteína e vitaminas do complexo B sem aumento das calorias. Cuidado com o consumo de laticínios; prefira as versões desnatadas. Ovos, apenas cozidos.

Quem não pode consumir glúten ou lactose precisa ficar atento, pois não há restrição alguma na dieta flexitariana. E a inclusão de atividades físicas diárias é essencial para que a dieta atinja o objetivo primordial, que é emagrecer.

Não se esqueça de consultar seu médico antes de seguir essa e qualquer dieta.

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