A dieta macrobiótica

Febre entre os anos 1970 e 1980, a dieta macrobiótica voltou à pauta em diversas revistas e sites como uma das alternativas para quem quer emagrecer.

02 de julho de 2015 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


Houve uma época, principalmente entre o final da década de 1970 e os anos 1980, em que a dieta macrobiótica esteve entre as mais famosas e copiadas, como sempre graças à adesão de celebridades da época.

Confundida por muitos como mais uma vertente vegetariana entre as dietas, a alimentação macrobiótica tem uma história ligada à suposta cura de uma enfermidade e à ligação com a filosofia Zen.

 


Breve história da dieta macrobiótica

O desenvolvimento da “cultura macrobiótica” deve-se a George Ohsawa, escritor nipo-estadunidense que usou como base as técnicas alimentares do médico japonês Shagen Ishizuka, que afirmou ter curado uma doença renal tida por muitos como incurável graças a uma dieta rigorosa proposta por ele.

cereais

O núcleo do cardápio criado por Ishizuka eram cereais integrais e vegetais frescos. Ampliando o escopo de sua própria realidade, ele afirmou que a principal causadora de doenças no ser humano era a má nutrição, bastando que cada um encontrasse o equilíbrio alimentar correto para viver mais e melhor.

George Ohsawa usou o exemplo do médico japonês, ligou isso à filosofia Zen que prega o balanceamento entre as forças Yin e Yang e descobriu, com isso, quais alimentos pertenciam a cada lado do equilíbrio representado pelo tei-gi (o famoso símbolo redondo do Yin-Yang).


Como é a dieta macrobiótica

Mais do que uma simples dieta, a alimentação macrobiótica é vista por seus seguidores como uma mudança radical de estilo de vida, focada na harmonia entre o lado “frio” e “quente” do Yin-Yang.

A busca primordial dessa paridade é focada nas porções de sódio e potássio ingeridas durante as refeições. A escolha dos ingredientes e o preparo deles é importante para a obtenção desse equilíbrio.

Eis uma lista resumida de alimentos que pertencem aos espectros neutros, yin e yang.

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Alimentos neutros

  • Legumes;
  • Cereais integrais;
  • Sementes.

Alimentos Yin

  • Chá;
  • Açúcar;
  • Mel;
  • Iogurte;
  • Cogumelos;
  • Frutas.

Alimentos Yang

  • Ovos;
  • Peixes;
  • Aves;
  • Laticínios.

A dieta macrobiótica não é vegetariana, pois ela permite o consumo de peixes e aves, em alguns casos. Contudo, ela restringe a ingestão de muitas carnes, derivados do leite e ovos baseados em critérios como o sexo da pessoa, seu tipo de atividade profissional, a estação do ano e a idade.


Considerações finais

Como pode ser notado, as mudanças propostas pela dieta macrobiótica são profundas e beiram à restrição não só calórica como nutricional.

A redução da ingestão de diversos tipos de alimentos pode levar à avitaminoses (falta de vitaminas), anemias, e baixo consumo de cálcio e diversas proteínas importantes ao metabolismo.

Caso a pessoa queira seguir os preceitos da dieta macrobiótica, faça isso sob cuidadosa prescrição médica e tendo absoluta certeza que deseja essa mudança tão profunda de estilo de vida, pois o rigor dela pode desestimular quem procura apenas emagrecer.

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