A dieta mediterânea

Mais uma vez, a dieta mediterrânea ganha destaque como sendo uma das melhores. Conheça e saiba porquê.

Entra ano e sai ano, a dieta mediterrânea continua sendo uma das mais recomendadas entre nutricionistas. Embora não exista uma “dieta mediterrânea oficial”, já que ela se baseia em hábitos alimentares de povos que vivem à beira do mar Mediterrâneo (Grécia, Chipre, França, Espanha e Itália), esse regime recebe excelentes qualificações nos rankings anuais da US News &World Report.

Lembrando que os critérios usados pela publicação estadunidense são: facilidade de adesão à dieta, quantidade de peso eliminado a médio e longo prazo, valor nutricional e prevenção de doenças.

Conceitos básicos

Como dito acima, não existe uma “dieta mediterrânea”. O que se convencionou chamar por esse atrativo nome fantasia são os padrões alimentares de países banhados pelo mar Mediterrâneo, na Europa.

Há as óbvias diferenças entre culturas e povos, mas as semelhanças podem ser categorizadas pelos tipos de alimentos consumidos. Um compilado de ingredientes que hoje em dia são reconhecidos por nutricionistas e médicos como saudáveis e nutritivos.

Frutas, verduras, grãos integrais, sementes oleaginosas, legumes, azeite de oliva, peixes e frutos do mar, aves, ovos, queijos, iogurtes e vinho. Fontes de carboidratos complexos, proteínas e gorduras boas, esses alimentos nutrem, mantêm o sistema cardiovascular protegido da ação deletéria do colesterol ruim e do excesso de açúcar e protegem o cérebro de doenças degenerativas.

Mas e o vinho?

Uma taça de vinho tinto de boa qualidade durante as refeições ajuda, sim, a manter o coração e o sistema circulatório em boas condições. A bebida contém um antioxidante chamado resveratrol, que se concentra na casca das uvas, cujos principais benefícios são aumentar as taxas de bom colesterol e relaxar os vasos sanguíneos, o que proporciona redução da pressão arterial. Mas atenção: UMA TAÇA.

A dieta mediterrânea emagrece?

Note a ausência de doces e carnes vermelhas no cardápio. Apenas o fato de você eliminar fontes de gorduras saturadas e açúcares no dia a dia já faz com que o corpo não esteja propenso a acumular gorduras. Esses alimentos não são proibidos; eles apenas são consumidos em ocasiões especiais e não de forma sistemática.

Evidente que há fontes de gorduras, como o azeite e os peixes, que no caso da dieta mediterrânea, são marinhos, geralmente com maior quantidade de gordura. Contudo, o tipo de nutriente fornecido é de excelente qualidade; ácidos graxos como o ômega 3 e 6, que ajudam a limpar os vasos sanguíneos do colesterol ruim.

Mas de nada adianta se alimentar corretamente sem ter uma rotina básica de atividades físicas. Caminhadas diárias, pedaladas, natação e demais exercícios aeróbicos largamente praticados naturalmente pelos povos mediterrâneos também ajudam a emagrecer.

Os benefícios à saúde como um todo

Estudos recentes comprovaram a eficácia da dieta mediterrânea em prevenir doenças neurodegenerativas, como o temido Alzheimer, além de outras demências. O consumo regular dos alimentos preconizados nesse regime ajudam a manter a integridade dos neurônios com o passar dos anos.

Quando envelhecemos, todas as nossas células “diminuem” de tamanho e reduzem suas atividades. É um processo natural mas que pode ser retardado com o apoio de uma dieta saudável, como a mediterrânea, e o aporte de atividades físicas.

Graças ao consumo de fibras alimentares, os sistemas imunológico, digestório e hormonal funcional com a precisão de um relógio. A queima de calorias é otimizada, os riscos de doenças cardiovasculares diminuem, os níveis de insulina tornam-se normais e o intestino funciona à perfeição.

Considerações finais

Se você quiser seguir a ferro e fogo a dieta mediterrânea, isso pode lhe custar um pouco caro. Contudo, nutricionistas podem fazer adaptações calcadas na realidade brasileira e sugerir cardápios tão ricos, variados e saudáveis quanto os seguidos naturalmente pelos povos mediterrâneos. Consulte um profissional idôneo.

E não se esqueça: nenhuma dieta será eficiente se não for seguida de exercícios físicos regulares e mudanças no estilo de vida.

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