A Dieta Volumétrica

Uma das dietas consideradas mais eficazes, seguras e baratas é a dieta volumétrica, desenvolvida por uma nutricionista dos EUA.

09 de junho de 2017 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


Pesquisando as dietas classificadas como as melhores pelo site estadunidense WebMD, uma delas chamou a atenção por quebrar um antigo paradigma que acompanha as dietas como se estivessem entranhadas no DNA delas: a severa restrição alimentar.

Exacerbada em piadas visuais onde pessoas obesas deparam-se com pratos onde se encontram duas folhas de alface, três grãos de lentilha, um tomate cereja e um aspargo, as restrições mostraram-se infrutíferas na eliminação de peso por carregar a insatisfação de quem consome tão poucas calorias, além de ataques de fome repentinos e perda de nutrientes. Foi pensando nisso que a nutricionista estadunidense Barbara Rolls criou a Dieta Volumétrica.

As bases da dieta volumétrica

Na Dieta Volumétrica, o segredo é enganar os olhos e o cérebro com porções grandes de alimentos.

 

É possível fartar-se com pratos cheios, sanduíches volumosos e porções generosas, eliminando assim o fantasma perverso da privação alimentar.Basta que os alimentos escolhidos sejam os corretos.

A doutora Rolls baseou-se na densidade energética de diversos alimentos para que a Dieta Volumétrica fosse ao mesmo tempo provedora de saciedade e detentora de baixas calorias. Mas o que vem a ser “densidade energética”?

Energia e saciedade, os segredos

A densidade energética determina quantas calorias por grama um alimento libera. Quanto menor o número de calorias liberadas, melhor. Veja abaixo uma tabela simples que determina a densidade energética (chamaremos de DE) dos alimentos:

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  • DE muito baixa: alimentos que fornecem calorias inferiores a 0,6 por grama, como a imensa maioria das frutas e legumes.
  • DE baixa: possuem calorias entre 0,6 e 1,5 por grama, como grãos cozidos (feijão, lentilha, soja), arroz integral e batata cozida com casca.
  • DE média: calorias entre 1,5 e 4 calorias por grama, como ovo cozido e carnes magras.
  • DE alta: fornecem entre 4 e 9 calorias por grama, como as gorduras e alimentos processados em geral.

Por isso a Dieta Volumétrica tem como sustentáculo o consumo de frutas e verduras à vontade, além do consumo com certa liberdade de fibras, carnes magras, frutos secos e iogurte, entre outros.

Muitos cardápios elaborados por quem prescreve a Dieta Volumétrica liberam o consumo de frutas, verduras e sopas de legumes sem gordura e leite, já que estes alimentos liberam uma quantia ínfima de calorias por grama, não chegando a meia caloria.

O que comer na dieta volumétrica

Na Dieta Volumétrica, recomenda-se ingerir alimentos integrais (não se proíbe o  consumo de alimentos processados, mas a quantidade diminui drasticamente, já que produtos refinados tem alta densidade energética), queijos magros como o cottage, cortes de carnes magras como o contrafilé e sobremesas com baixo ou nenhum índice de gordura e açúcar.

A ingestão de fibras faz com que mastigue-se mais o que comemos, e quando mastigamos calmamente o corpo tem tempo de produzir os  hormônios da saciedade, como a leptina. No sistema digestivo, as fibras absorvem água e “incham”, aumentando ainda mais a sensação de barriga cheia.

O principal cuidado com a Dieta Volumétrica são os efeitos deletérios do excesso de consumo de fibras, como a flatulência, o desconforto abdominal e a dificuldade de digestão. Basta não exagerar e aumentar o consumo de água. E, claro, consultar um nutricionista. Nunca comece uma dieta sem orientação médica.

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