A nova dieta da proteína

Tão famosas quanto polêmicas, as dietas baseadas em proteína em voga atualmente acabam de ganhar mais uma versão com aval da Universidade de Harvard.

24 de novembro de 2014 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


As dietas Atkins e Dukan são as mais reconhecidas e recomendadas entre os regimes baseados em proteína em todo mundo. Contudo, há tantos senões relacionados a elas que a busca pela dieta da proteína perfeita tem sido incessante.

Uma recente tentativa de deixar esse tipo de regime saudável acaba de emergir, vindo de uma fonte muito confiável: é a nova dieta da proteína desenvolvida por estudiosos em nutrição da Universidade de Harvard.

DIETA-PROTEÍNA


Criação e desenvolvimento da dieta

Uma equipe de nutricionistas comandada pelo aclamado professor de nutrição George Blackburn estudou os princípios primevos das dietas da proteína vigentes, já que sua concepção, biologicamente, faz todo sentido.

É sabido que a proteína não consegue ser 100% processada pelo metabolismo e isso causaria, em teoria, a queima dos estoque de gordura. O problema é que concomitantemente ao maior consumo de proteína havia o baixo consumo e mesmo a ausência de ingestão de carboidratos.

Quando o corpo humano não obtém energia dos carboidratos, ele começa a produzir cetonas que consomem os estoques de gordura dos músculos. Contudo, as reservas de gordura viscerais e dos glúteos continuam intactas. Como se isso não bastasse, há diversos efeitos colaterais oriundos da falta de consumo de carboidratos, como tonturas, mal estar generalizado e mesmo lapsos de memória.

Ciente desses dados, o doutor Blackburn e sua equipe formularam uma dieta em que a ingestão de carboidratos seja limitada a uma quantidade aceitável e que haja o aumento de consumo de proteínas essenciais de alto valor biológico.


Quais são essas proteínas?

O organismo humano não as produz e por isso precisa obtê-las através da alimentação. As principais fontes de proteínas de alto desempenho são:

  • Carnes bovinas magras;
  • Clara de ovo, fonte de albumina;
  • Leite e derivados não gordurosos;
  • Whey protein.

São fontes de proteínas de fácil integração metabólica e que possuem características dietéticas adequadas para que haja emagrecimento saudável.


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Como a nova dieta da proteína ajuda a emagrecer?

Consumindo corretamente a quantidade de proteínas estabelecidas em sua dieta, o processo de cetose (que produz as cetonas acima descritas) também vai derreter as gorduras acumuladas em outras partes do corpo além dos músculos.

As cetonas também provocam sensação de saciedade mais prolongada. Para completar, os aminoácidos fornecidos pela quebra das proteínas mantêm a massa magra nutrida, além de ajudar na produção de colágeno, que proporciona firmeza da pele.

Como o consumo de proteínas é bem dosado na elaboração da nova dieta, os efeitos colaterais encontrados nos regimes Atkins e Dukan, como problemas nos rins, anemia, queda de cabelos e desmaios diminuem e até mesmo desaparecem, dependendo do metabolismo de cada uma de nós.

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Qual o nível de segurança da nova dieta da proteína?

Se ela for prescrita corretamente por um nutricionista sério, há grandes chances de perda de peso contínua e confiável. Como originalmente há ênfase no uso do famoso suplemento whey protein, é preciso tomar muito cuidado com as quantidades consumidas.

O consumo de carnes magras é bem vindo, embora ainda haja nelas uma pequena porém significativa quantidade de gorduras saturadas, comuns a todo tipo de carne. Há um refreamento na ingestão de gorduras e maior equilíbrio no consumo de carboidratos, dando destaque aos nutrientes com baixo e médio índice glicêmico.

Já existem diversos sites que dão sugestões de cardápio da nova dieta da proteína. Embora confiáveis, lembre-se que cada uma de nós é única e precisa de uma dieta específica para seu metabolismo. Consulte sempre um médico e seja responsável com sua saúde.

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