A proteína na alimentação

Ao contrário da gordura, a proteína sempre foi vista com bons olhos em dietas que almejam o emagrecimento. Contudo, assim, como a demonização, o endeusamento é perigoso.

A imensa aceitação das inúmeras dietas de proteína existentes fez com que muitas pessoas depositassem nesse nutriente um poder que elas não possuem. É o extremo oposto ao que acontece com a gordura, que é colocada como principal responsável pela obesidade (e se você leu o texto “A gordura na alimentação” descobriu que não é bem assim).

Qualquer polarização é perigosa, porque há dois ou mais lados em tudo o que existe na vida. Conhecendo a proteína, evitaremos colocá-la em um pedestal ou sob a lama, colocando-a em seu devido lugar: no prato de uma refeição saudável.

A proteína como nutriente

A proteína é uma molécula formada por substâncias chamadas aminoácidos, que por sua vez são compostos por quatro componentes essenciais (carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio).

As chamadas proteínas essenciais não são sintetizadas pelo nosso organismo e precisam ser obtidas pela alimentação. E quando dizemos “essenciais”, queremos dizer “vitais”. Veja:

  • Proteína e um elemento estrutural de tecidos, células e cartilagens, responsável pela reprodução e crescimento saudável dessas partes.
  • Ela auxilia na construção e integridade de vários hormônios.
  • Ajuda na criação e ação das enzimas, que digerem os alimentos ingeridos e armazenados.
  • Os anticorpos são proteínas que ajudam a nos proteger das doenças e precisam de reposição contínua.
  • Embora com menor eficiência do que o carboidrato, são fontes de energia principalmente para os músculos e órgãos internos.

Tipos de proteína

A proteína divide-se principalmente graças à quantidade de aminoácidos presentes. A imensa maioria delas, pelo menos as que são interessantes ao metabolismo humano, são chamados de polipeptídeos. Em bioquímica, chamar uma proteína de polipeptídeo é redundância, já que a proteína é, por definição, um polipeptídeo com centenas ou milhares de aminoácidos.

Por que a proteína foi escolhida para ser parte das dietas restritivas famosas?

As principais dietas de proteínas, também chamadas de dietas cetônicas (Dukan e South Beach), privilegiam o consumo de proteínas, algumas chegando a eliminar por completo o consumo de carboidratos, graças à excelência do nutriente em fazer com que o corpo ganhe massa magra.

Quando combina-se uma dieta rica em proteínas e exercícios físicos que privilegiam o gasto das calorias armazenadas, a perda de peso acontece de forma inevitável. Contudo, o preço que se para por fazer com o que organismo restrinja a obtenção de energia apenas com proteína é alto a médio e longo prazo.

Como o corpo não possui reservas de glicose por falta de carboidratos, o fígado começa a dissolver o glicogênio (forma de glicose armazenada nesse órgão) e a produzir cetona para dissolver a gordura no sangue.

O problema é que esse processo faz com que o corpo perca mais água do que o habitual, além de sobrecarregar o sistema circulatório com proteínas que terão que ser liberadas pela urina. Dessa forma, os rins trabalham mais e podem, por isso, ficarem sobrecarregados.

Com o tempo, a cetona torna-se tóxica e causa diversos problemas de saúde. A falta de carboidratos também aumenta a fadiga e pode fazer com que a pessoa ganhe todo o peso que eliminou se a dieta for abandonada.

A proteína em uma dieta saudável

O equilíbrio perfeito entre todos os nutrientes é o grande segredo do sucesso das dietas saudáveis. No caso da proteína, ela deve ser inserida nas refeições em suas porções devidas. De acordo com o consenso nutricional, deve-se consumir diariamente 1 grama de proteína por quilo corporal. Ou seja, se uma pessoa pesa 70 quilos, ela deve comer 70 gramas de proteína.

Se houver ocasiões em que a pessoa coma mais do que a porção recomendada ( como em um churrasco, por exemplo), é só fazer uma pequena dieta desintoxicante que ajude a digestão, absorção e posterior eliminação dos nutrientes. E nunca é demais lembrar: planeja seu cardápio com ajuda de um nutricionista, sempre.

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