Alimentação para crianças

Os adultos obesos começaram sendo crianças obesas. Cuidar do cardápio de nossos filhos, netos e sobrinhos é crucial para a saúde de toda uma geração.

27 de março de 2015 • Por Mariana, em Assuntos Diversos, Comportamento


A obesidade infantil é uma terrível realidade e a alimentação para crianças tornou-se um caso de saúde publica em diversos países, inclusive aqui no Brasil.

Segundo o IBGE, usando dados colhidos no biênio 2008-2009, cerca de 17 por cento dos meninos e 12 por cento das meninas entre 5 e 9 anos são considerados obesos. E a batalha contra a obesidade nesse período de vida é algo ingrato e inglório. Acompanhe.


O novo cardápio das crianças

O grande vilão da alimentação das crianças desde a década de 1980 é a cultura do fast-food importada dos Estados Unidos, além da adaptação errônea de diversos pratos saudáveis, transformando-os em bombas calóricas (falei brevemente sobre isso no texto “Comida árabe emagrece?“). Alguns exemplos desta alimentação desregrada:

  • Salgadinhos de milho – ricos em sódio e geralmente fritos. Mesmo os que são assados possuem alto teor de sal e gorduras saturadas na produção, sem contar os corantes e aromatizantes artificiais.
  • Frituras diversas – coxinhas, enroladinhos de salsicha, e demais granadas calóricas à venda indiscriminadamente em cantinas em diversas escolas.
  • Refrigerantes – a maior concentração de açúcar em um produto industrializado já conhecido. Segundo pesquisas, é como se ingeríssemos cerca de 6 colheres de sopa de açúcar ao beber 200 ml de refrigerante.

Gorduras saturadas, excesso de açúcar, carboidratos simples, ausência de vitaminas e minerais essenciais e uma tendência ao sedentarismo cada vez mais disseminada (e nem vou entrar no mérito sociológico do ser sedentário do século XXI) faz com que a alimentação para crianças vigente seja a porta de entrada para a obesidade e seus problemas de saúde corrleatos.


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Como alimentar as crianças corretamente

Em primeiro lugar, uma criança ainda está em processo de formação, por isso precisa de nutrientes em uma quantidade específica, e não de uma dieta destinada ao emagrecimento adulto. A alimentação para crianças feita de forma responsável passa por pequenas porém profundas mudanças.

  • O exemplo alimentar de uma criança vem do seu lar. Meninos e meninas emulam  os hábitos alimentares de pais e familiares, sejam eles saudáveis ou nem tanto. Por isso toda a família deve estar engajada em um projeto alimentar equilibrado.
  • Os pais podem exigir das escolas providências sobre o tipo de alimentos vendidos em cantinas e também cobrar merendas mais nutritivas, saudáveis e saborosas. Existem exemplos de muito sucesso em diversas cidades no Brasil, tanto em escolas particulares quanto em públicas.
  • A inclusão de atividades que exijam movimento na rotina das crianças é essencial. Não é preciso banir o videogame, mas é preciso mostrar que existem outras formas de diversão como a bicicleta e a bola.

Não espere que uma ação governamental cuide da alimentação para crianças. Embora seja importante que as diversas esferas governamentais tomem providências práticas, de nada adiantará se os principais referenciais da criança não derem exemplos positivos e pró-ativos.

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