Anvisa mantém sibutramina no mercado

A diretoria colegiada da Anvisa liberou o uso e o comércio da sibutramina por mais dois anos a partir de maio de 2013. Entenda as limitações ao uso do remédio e suas aplicações no combate à obesidade.

30 de maio de 2013 • Por Mariana, em Medicamentos


Quando a Anvisa decidiu banir os principais anorexígenos do mercado brasileiro, como o fenproporex, a anfepramona e o mazindol, em 2011 (veja o anúncio aqui), a sibutramina foi colocada fora da lista de banidos para que a agência regulamentadora brasileira fizesse um estudo próprio de riscos à saúde.

sibutramina-20110616-size-598

As pesquisas que proibiram a venda, prescrição e consumo de sibutramina nos Estados Unidos e alguns países europeus baseou-se em um estudo chamado Scout (acrônimo em Inglês para Pesquisa dos Efeitos Cardiovasculares da Sibutramina). Segundo o estudo, a sibutramina pode aumentar em 16% o risco de doenças cardíacas.

A sibutramina no Brasil

As análises capitaneadas pela Anvisa diferiram do relatório Scout, e por isso a agência decidiu manter a venda da sibutramina no Brasil com restrições. São elas:

  • A validade da receita é de 30 dias.
  • O médico deve receitar a sibutramina em receita azul tipo B-2 (o chamado “talão de cheques”).
  • Deve-se prescrever o remédio apenas para tratamento da obesidade.
  • O paciente assina um termo de responsabilidade em duas vias.

Baseados nos dados fornecidos durante dois anos, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu, no dia 27 de maio de 2013, manter a venda e a prescrição da sibutramina no Brasil. Essa decisão vale por dois anos.

Entenda a sibutramina

A sibutramina foi desenvolvida para ser um antidepressivo, pois age no sistema nervoso central sob os neurotransmissores que controlam o prazer e o humor (noradrenalina e serotonina). Contudo, um dos efeitos colaterais do remédio era a sensação de saciedade e perda de fome.

carregando…

Como em todos os remédios que interferem no sistema nervoso, a sibutramina possui uma gama nada desprezível de efeitos colaterais, como:

  • Boca seca;
  • Taquicardia;
  • Insônia;
  • Tosse e febre;
  • Cólica menstrual;
  • Mudança no paladar;
  • Dor de cabeça;
  • Pressão alta.

As contraindicações ao uso da sibutramina também são grandes. Não podem tomar o remédio:

  1. Pacientes com histórico de doenças cardíacas.
  2. Grávidas e lactentes.
  3. Pessoas com diabetes mellitus.
  4. Quem toma bebidas alcoólicas.
  5. Quem usa alguns remédios, cuja interação pode ser perigosa, como a finasterida, usada no tratamento da calvície.

O médico que prescreve a sibutramina precisa fazer uma anamnese criteriosa para que o uso do remédio restrinja-se apenas ao seu objetivo primário, que é fazer o paciente perder peso. A sibutramina, grosso modo, só poderá ser tomada por pacientes com obesidade graus 1, 2  e 3.

Compartilhe

 

Este site site não é farmácia ou consultório médico. Não brinque com sua saúde. Não se automedique. Consulte seu médico, e não confie no que ler na Internet, nem mesmo neste site.

Deixe seu comentário!