“A arte da comida simples”

O movimento “slow food” e a volta do convívio interpessoal enquanto nos alimentamos são os dois principais pilares do livro “A Arte da Comida Simples”.

25 de agosto de 2013 • Por Mariana, em Resenhas de Livros


Por mais aparentemente prático que seja, a cultura do fast food trouxe em seu bojo níveis de açúcar e gordura incompatíveis com o bem estar, tornando uma parcela da população obesa. Por isso, a chef estadunidense Alice Waters, do internacionalmente aclamado restaurante Chez Panisse, localizado em Berkeley, Califórnia, resolveu dedicar um de seus livros explicando o conceito de slow food: “A arte da comida simples”.


A autora

Alice Waters é co-proprietária e chef do já citado Chez Panisse desde 1971. É considerada uma das mais influentes personagens da cozinha dos Estados Unidos dos últimos 50 anos, acumulando prêmios e estrelas tanto pessoais quanto para o restaurante. “A arte da comida simples” é seu oitavo livro, e o primeiro que não leva o nome de seu restaurante.


O livro

GRD_1729O subtítulo resume o espírito do livro: “Notas, lições e receitas de uma deliciosa revolução”. Alice Waters é participante e entusiasta dos preceitos do chamado “movimento slow food“, que prega o cuidado com o que escolhemos para nos alimentar e o tempo certo para que degustemos o que preparamos.

O conceito slow food  foi criado e fundado pelo italiano Carlo Petrini na década de 1980 e rapidamente recebeu a adesão de Waters, que sempre primou pela escolha de alimentos orgânicos e produzidos de forma sustentável, além de incentivar a calma e o prazer de comer sem pressa.

O livro é dividido em capítulos cujos títulos servem como pequenos mantras a serem seguidos. Entre as óbvias receitas que ela ensina, ela insere os preceitos do movimento slow food.

Por exemplo, “coma junto”. O prazer em alimentar o corpo deve ser compartilhado com família ou amigos, para que o ato de comer seja um ritual que também sirva à alma e ao coração, diferentemente das mastigadas impessoais e apressadas dadas em um sanduíche ou salgado genérico.

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Quando Waters conclama a “cozinhar junto”, o princípio é o mesmo, mas aliado à importância que cada tempero e cada alimento tem no resultado final do que irá à boca.

Nutricionalmente falando, o movimento slow food é perfeito para quem necessita ficar de olho no que come para saber o que realmente engorda e o que pode fazer bem tanto à saúde quanto ao paladar, mas o texto de Alice Waters é leve, agradável, quase um bate-papo descompromissado, que insere o leitor na intimidade dos pratos e da própria autora.


Onde comprar

“A arte da comida simples” (416 páginas, Editora Nova Fronteira) é facilmente encontrada nas boas livrarias físicas e online do Brasil. Comprei minha edição na Livraria Saraiva; quem quiser ir diretamente à página de venda, clique aqui.

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