Aspecto mental do emagrecimento

O que pensamos sobre o que somos também influencia o modo com que nos relacionamos com o que nos alimenta. Conheça em linhas gerais as armadilhas da mente para manter as camadas da gordura em nosso corpo.

20 de novembro de 2014 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


Emagrecer é uma tarefa multidisciplinar e muito do esforço desprendido concentra-se nos chamados aspectos práticos do emagrecimento, como a contagem de calorias necessária para a sobrevivência, o que comer para que a quantidade de calorias estipulada seja alcançada e os exercícios incluídos para a manutenção do gasto calórico ideal.

Contudo, há que se pesar sempre o aspecto mental do emagrecimento, e esse lado é tão importante quanto as citadas acima. A velha máxima “mente sã em corpo são” é essencial para que a dieta alcance seus nobres objetivo sem que haja sofrimento e auto-sabotagem.

Caso o aspecto mental do emagrecimento não seja devidamente levado em consideração, nenhuma tática para eliminar peso será eficaz.

A determinação em mudar hábitos arraigados e a análise desapaixonada do que faz com que nos comportemos dessa ou daquela forma são o alicerce de qualquer mudança de comportamento.

Acompanhe os principais questionamentos feitos por quem um dia pensou em emagrecer.

Aspectos mentais a serem considerados

Emagrecer é um desejo seu ou da “sociedade”? – pode parecer algo simples para quem vê de fora, mas nem sempre o desejo de emagrecer é algo oriundo da vontade pessoal. Há também quem use a obesidade para esconder traumas e inadequações.

Junte toda essa história pregressa à quase obrigatoriedade da magreza estampada de forma explícita ou implícita na mídia e o caminho para os terríveis transtornos alimentares será aberto.

O acompanhamento psicoterápico de pacientes com esse perfil é obrigatório e poderá se estender por toda a vida em determinados casos.

O medo de sentir fome – poucos são os que admitem, mas muitos obesos tem, por razões várias que passam sempre por traumas de infância, um medo patológico de sentir fome.

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Não saber conduzir o sentimento de vazio momentâneo no estômago de forma racional, imaginando que nunca mais irá comer absolutamente nada, requer doses generosas de boa vontade e acompanhamento profissional.

A compulsão por comer – um dos maiores inimigos do mundo moderno é a ansiedade, e esse gatilho libera hormônios que bagunçam o metabolismo de tal maneira que o corpo irá se sentir ameaçado como se fosse passar longos períodos em jejum.

É como se o organismo estivesse “forçando” a pessoa a consumir alimentos geralmente calóricos durante os picos de ansiedade. A receita para livrar-se desse comportamento é não comer quando estiver ansioso; libere endorfinas praticando algum exercício.

O prazer proporcionado pela comida – algumas pessoas não possuem válvulas de escape para sentir prazer e alegria e somatizam todas as benesses da vida sobre um delicioso prato de comida, um doce ou qualquer alimento calórico.

Entramos aí no terreno pantanoso da autoestima, que precisa ser devidamente diagnosticado e tratado, mostrando que há outras formas de alegria longe do bufê ou da padaria.

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