A maioria dos brasileiros está acima do peso

Os novos números do Ministério da Saúde sobre o excesso de peso dos brasileiros mostram a escalada da obesidade e acendem o sinal de alerta.

01 de setembro de 2013 • Por Mariana, em Assuntos Diversos, Comportamento


Há pouco tempo, reproduzimos o informe da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os níveis de sobrepeso e obesidade no mundo, que dizia que o México ultrapassou, pela primeira vez, os Estados Unidos como o país com maior número de pessoas acima do peso no mundo. Relembre a nota com detalhes aqui.

No dia 27 de agosto de 2013 o Ministério da Saúde divulgou dados sobre os níveis de sobrepeso e obesidade no Brasil que reforça o alerta dado por esse blog no texto cujo link está no parágrafo acima.

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Os números da obesidade no Brasil

A pesquisa, capitaneada pelos dados colhidos por telefone pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, informa que 54% dos homens e 48% das mulheres acima de 18 anos está acima do peso considerado ideal.

Cruzando-se os dados oferecidos pela pesquisa, descobriu-se que o nível de escolaridade do indivíduo influi na obesidade. Acompanhe.

  • 57,3% da população acima do peso tem até oito anos de escolaridade.
  • 46,7% das pessoas com sobrepeso ou obesas tem entre nove e onde anos de estudo formal.
  • 48,4% dos pesquisados acima do peso tem 12 ou mais anos de estudo.

O estudo entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos em 26 capitais e no Distrito Federal e ainda mesurou a capital com maior porcentagem de adultos acima do peso: foi Campo Grande (MS), com 56%, seguidas de Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC) com 54% e Fortaleza, com 53%.

Ações governamentais e pessoais

A coleta de dados estatísticos sobre a obesidade é importante para que o Ministério da Saúde desenvolva programas que visem a elaboração de programas de incentivo à qualidade de vida e à prática de atividades físicas.

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Governos estaduais e municipais querem que isso comece na elaboração das merendas escolares. Algumas cidades já limitaram a presença das famosas cantinas e seus produtos repletos de sal, açúcar e gorduras. O cardápio das merendas recebem maior atenção, incluindo nutrientes essenciais.

Contudo, assim como no México, o grande problema para que os bem intencionados programas governamentais sejam implementados no dia a dia é a realidade da maioria das famílias brasileiras.

O acesso a alimentos saudáveis esbarra em um salário mínimo que não cobre integralmente as necessidades de uma família, na falta de uma infraestrutura mínima para a prática de atividades físicas e demais problemas sociais fartamente conhecidos.

O primeiro passo foi dado: considerar a obesidade uma doença crônica, mesurá-la e planejar um contra-ataque efetivo. Mas é preciso empenho de governantes e da família, em conjunto e de forma igualitária.

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