Cirurgia bariátrica ou redução do estômago

Saiba quais são as técnicas mais utilizadas, o preço de cada uma, quais são cobertas pelo SUS e os riscos e benefícios da cirurgia bariátrica.

20 de junho de 2017 • Por Mariana, em Cirurgia Bariátrica


A cirurgia de redução de estômago, conhecida como cirurgia bariátrica, tornou-se a última alternativa para quem não consegue mais emagrecer através de métodos clínicos, como as dietas, atividades físicas e eventual ajuda de remédios. Há quem tema esse tipo de procedimento cirúrgico por desconhecimento ou medo. Também existem pessoas que querem se submeter ao bisturi apenas por capricho.

Por isso, saber de onde veio, para que serve e quais as verdadeiras indicações da cirurgia bariátrica são questões de suma importância para que quem necessite dela se municie de todas as informações possíveis. A gastroplastia (outro nome da cirurgia de redução de estômago) é um procedimento sério que não pode ser banalizado como “apenas uma alternativa para perder peso”.

Breve história da cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica como a conhecemos surgiu em 1954 nos Estados Unidos como resposta aos tratamentos da obesidade mórbida, aquela em que o paciente tem índice de massa corporal (IMC) maior dos que 40 kg/m². Ela consistia em reduzir drasticamente o tamanho do intestino, o jejuno e íleo, partes do intestino fino onde a comida é absorvida, reduzindo a absorção de gorduras e de vários nutrientes. Essas substâncias não absorvidas são eliminadas pelas fezes.

O paciente perdia peso de forma rápida, mas as complicações decorrentes dessa má-absorção de nutrientes cobrava um preço muito alto, gerando complicações graves à saúde, como:

  • Cirrose e insuficiência hepática (o fígado deixava de cumprir suas funções);
  • Problemas renais;
  • Artrites;
  • Problemas metabólicos decorrentes do desarranjo hormonal;
  • Constrangimentos na hora de evacuar.

Esses efeitos colaterais, aliados a uma tecnologia cirúrgica onde ainda não existiam recursos médicos hoje comuns, como transplantes e UTI’s, causavam uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes. Por isso, a gastroplastia foi abandonada como alternativa de tratamento até meados da década de 1980, quando foram criados outros métodos mais seguros aliados a uma segurança hospitalar pós-cirúrgica mais eficaz, que reduziram a mortalidade e os efeitos colaterais imediatos.

Tipos de cirurgia bariátrica

Existem atualmente cinco técnicas de gastroplastia reconhecidas pela comunidade médica e aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). São as únicas cirurgias que devem ser oferecidas no Brasil legalmente.

1 – Bypass gástrico

Também chamada de bypass em Y de Roux, é a cirurgia bariátrica mais realizada no mundo. Essa é a técnica coberta pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por ser considerada Padrão Ouro da Cirurgia Bariátrica.

Nessa técnica, o intestino tem sua capacidade de absorção de alimentos reduzido. O estômago funcional, chamado de pouch, tem capacidade de 20 ml. O alimento chega ao pouch sem obstruções, mas graças ao volume diminuto a sensação de saciedade é alcançada com porções pequenas (para que tenhamos uma noção, 20 ml de alimento cabe em um copo de café).

O bypass gástrico cria um atalho entre o pouch e o intestino grosso. Assim, o alimento não passa pelo intestino fino e médio e isso impede a absorção dos alimentos. Quando a comida chega direto ao intestino, os mecanismos de saciedade são ativados e a pessoa não sente a mesma fome de antes.

O paciente perde cerca de 40% do peso em cerca de 7 a 8 meses, em média (o prazo pode variar de pessoa para pessoa). Recomenda-se a inclusão de atividades físicas de baixo impacto para as articulações e a manutenção de uma dieta saudável e regrada durante toda a vida, além de cuidado com a ingestão correta de vitaminas e minerais que são inevitavelmente perdidos.

2 – Gastrectomia vertical

Também conhecida como Sleeve (manga de camisa, em Inglês) ou gastrectomia em manga, é uma cirurgia que também envolve a redução do volume de alimento a ser recebido pelo estômago. Nessa técnica, remove-se uma parte vertical do estômago e deixa-se apenas 30% do volume inicial apto a receber o alimento ingerido.

A gastrectomia não impede o trânsito alimentar aos intestinos e isso ainda pode causar fome porque a sensação de saciedade demora a ser atingida. Contudo, se o paciente comer mais do que o recomendável, poderá ocorrer um desagradável refluxo. O método Sleeve é contraindicado para quem sofre de esofagite (inflamação estomacal).

Esse tipo de gastroplastia é relativamente recente, e por isso não há como ter relatos precisos sobre os efeitos a longo prazo. Recomenda-se cautela ao escolher esse procedimento cirúrgico.

3 – Banda gástrica ajustável

Outra intervenção cirúrgica que reduz o tamanho do estômago. Nela, coloca-se uma cinta de silicone em forma de anel na parte superior do estômago, formando uma espécie de funil onde o alimento se deposita e onde será absorvido lentamente, já que o caminho entre as duas partes é reduzido, como se fosse uma ampulheta.

Não há retirada de nenhuma parte do estômago e a cirurgia é reversível. A banda gástrica não impede a absorção de nutrientes, é um procedimento pouco invasivo e com recuperação rápida. Há relatos clínicos de perda de até 40% do peso inicial. O grande entrave é o caráter provisório da banda gástrica; se não houver um cuidado multidisciplinar do paciente, que envolve mudanças de estilo de vida e tratamento psicoterápico, o paciente pode voltar a engordar.

4 – Scopinaro; 5- Duodenal Switch

As duas estão compiladas em um único tópico por serem praticamente as mesmas técnicas realizadas de modo diferente. São cirurgias bariátricas chamadas de disabsortivas, que impedem a completa absorção de nutrientes ao reduzir cirurgicamente o estômago e o tamanho do intestino.

Tecnicamente têm o nome de derivações bilio-pancreáticas: o tubo digestivo é encurtado e os sucos digestivos produzidos pela bile e pelo pâncreas só encontrarão a comida no final do percurso.

Na técnica Scopinaro, a redução estomacal é feita através de um secção (corte) horizontal. Na Duodenal Switch, o corte é vertical. O restante do processo cirúrgico a partir daí é mesmo.

O objetivo das duas técnicas é eliminar gorduras e carboidratos pelas fezes mais rapidamente, não dando tempo delas serem absorvidas pelo organismo. A perda de peso alcançada é maior graças à malabsorção dos nutrientes.

As técnicas disabsortivas possuem problemas como a desnutrição e diarreias causadas pela ingestão de alimentos gordurosos. O odor das diarreias é bastante desagradável. Graças à quase ausência absorção pelos sucos gástricos, deficiências vitamínicas também ocorrem frequentemente. O acompanhamento dietético pós-operatório é mais cuidadoso.

Das cinco técnicas de gastroplastia acima mencionadas, quatro podem ser feitas tanto pelo método tradicional quanto por videolaparoscopia. A banda gástrica só é realizada através de videolaparoscopia.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, a cirurgia bariátrica é o último recurso possível após o fracasso de tratamentos clínicos que envolvam reeducação alimentar e mudanças de estilo de vida que incluam atividades físicas (tratamentos fármacos também são considerados em alguns casos, mas sob severa prescrição).

A avaliação pré-operatória é feita por uma equipe multidisciplinar que faz a avaliação médica, nutricional e psicológica do paciente e determina as necessidades de cada pessoa.

Podem se submeter legalmente à cirurgia bariátrica pessoas entre 16 e 60 anos. Quem tem entre 16 e 18 anos deve ser avaliado por pelo menos dois médicos para que a fase de crescimento seja analisada e levada em consideração.

carregando…

Como obter cirurgia bariátrica pelo SUS?

O SUS exige um prazo mínimo de dois anos de tentativas clínicas de emagrecimento (ou seja,  dietas e atividades físicas prescritas por uma equipe multidisciplinar composta por um clínico geral, um nutricionista e um psicoterapeuta). Caso os tratamentos convencionais de eliminação do peso excedente não obtenham sucesso, segue-se o protocolo preconizado pelo Ministério da Saúde.

Os critérios para realizar a cirurgia bariátrica pelo SUS são:

  • Ter índice de massa corpórea (IMC) maior do que 50 Kg/m²;
  • Ter IMC maior do que 40 Kg/m², com ou sem doenças associadas, e que não conseguiram emagrecer com métodos clínicos por pelo menos dois anos;
  • Ter IMC maior que 35 Kg/m² e problemas de saúde cardiovascular grave, diabetes Mellitus com ou sem hipertensão arterial associada e difícil de ser controladas por meio de remédios, apneia dos sono e doenças nas articulações que não puderam ser tratadas clinicamente.

A cirurgia é contraindicada nos seguintes casos: adolescentes; pessoas com mais de 65 anos; pacientes com histórico de doenças psiquiátricas, alcoolismo e uso de drogas; pessoas que sofreram quaisquer cirurgias abdominais anteriores; pacientes com anemia, doenças do fígado, insuficiência renal e doenças do sistema endócrino, entre outras doenças graves.

Essas são prerrogativas seguidas por quem realizar a cirurgia bariátrica pelo SUS que escolhe sempre a gastroplastia chamada Padrão Ouro, o Bypass Gástrico.

Quais os preços das cirurgias bariátricas existentes?

Determinar o preço das gastroplastias feitas depende muito do local onde ela será feita, da região do Brasil onde o paciente está e da equipe médica que irá realizar o procedimento cirúrgico. Daremos aqui os preços médios de cada procedimento, lembrando que as variações para mais e para menos são inevitáveis. E claro, uma cirurgia bariátrica não é um produto comprado em um supermercado; o valor imaterial da equipe médica também precisa ser levado em conta.

  • Bypass Gástrico – R$ 10.000/R$ 15.000. A cirurgia aberta é mais barata do que a laparoscópica.
  • Banda gástrica ajustável – R$ 15.000/18.000. Feita apenas por videolaparoscopia.
  • Duodenal Switch e Scopinaro (derivação bilio-pancreática) – R$ 12.000/R$ 20.000.
  • Sleeve/gastrectomia vertical – R$ 25.000.

Por que é preciso emagrecer para poder emagrecer?

A princípio é um paradoxo inexplicável e ridículo; afinal, se iremos nos submeter a uma cirurgia para emagrecer, por que precisamos emagrecer antes? Antes de entrarmos em um nó filosófico, explicaremos com dados concretos as razões pelas quais precisamos perder pelo menos um pouco de peso antes de nos deitarmos na mesa de operação.

O estômago produz um hormônio chamado grelina, conhecido como o “hormônio da fome”. Ela é secretada quando o estômago fica vazio e vai para o cérebro, alertando-o produzindo a sensação de fome. Quando o metabolismo está normal, a grelina para de ser produzida após nos alimentarmos e o estômago libera a leptina, o hormônio da saciedade. A obesidade causa uma resistência à ação natural da grelina porque esse hormônio também está ligado ao vício em gordura, açúcar e álcool. Quando o organismo acumula muita gordura, cria-se uma falta de sensibilidade aos efeitos da grelina, causando compulsão alimentar.

É essa compulsão alimentar que precisa ser erradicada antes de se submeter à cirurgia; caso isso não ocorra, a fome avassaladora de antes irá continuar e o peso perdido pela intervenção cirúrgica irá ser encontrado. E de nada adianta reduzir o volume de alimento ingerido se a compulsão alimentar ainda permanecer. Há diversos relatos na literatura médica de pacientes que voltaram a engordar mesmo após terem feito a cirurgia bariátrica; essas pessoas burlaram a redução estomacal e do intestino com alimentos altamente calóricos e de fácil absorção, como leite condensado e refrigerantes.

O balão intragástrico é uma alternativa viável?

Das cirurgias bariátricas disponíveis, a inserção de um balão intragástrico é uma opção menos invasiva e drástica. Diferentemente das gastroplastias, o balão gástrico pode ser usado por pessoas com o chamado sobrepeso, cujo IMC está entre 25 e 29,9 Kg/m², desde que devidamente prescrito por uma equipe multidisciplinar.

O procedimento cirúrgico consiste em inserir um balão de silicone que é preenchido por ar ou uma mistura líquida à base de sal, corantes e um contraste para que ele possa ser identificado facilmente em exames diagnósticos como radiografias e tomografias, por exemplo. Esse balão ocupa boa parte do estômago, “roubando” o espaço destinado à comida e fazendo com que a saciedade chegue com porções menores.

O balão é inserido através de uma endoscopia, procedimento feito por um gastroenterologista e requer o uso de analgésicos. Por mais que pareça ser um procedimento simples, a inserção deve ser feita em ambiente hospitalar. Por ser usado o método endoscópico, a cirurgia é uma das mais “baratas” existentes, custando até R$ 10.000. Esse tipo de intervenção cirúrgica não é coberto pelo SUS.

Além da colocação do balão, o paciente precisa seguir uma dieta prescrita por um nutricionista, incluir exercícios físicos no dia a dia e manter um acompanhamento psicoterápico para reduzir ansiedades e eventuais compulsões. O balão não pode ficar mais de seis meses dentro do estômago porque os sucos gástricos podem romper o silicone. Outro perigo é a movimentação natural do aparelho digestivo, chamado de movimentos peristálticos, fazer com que o balão se mova para o intestino, obstruindo-o. Outro cuidado é com a eventual proliferação de bactérias e fungos que pode atingir o material do balão, além do ataque natural do sistema imunológico que considera o cilindro de silicone um intruso, que pode provocar náuseas, vômitos e refluxos. Além desses problemas, pode haver casos de dilatação (megaesôfago) que dificulta engolir sólidos e líquidos.

O balão gástrico não pode ser utilizado por quem sofre de úlceras, esofagite, hérnia de hiato, dificuldades de coagulação, alcoolismo, doenças psiquiátricas e faz uso de remédios anti-inflamatórios de forma contínua.

Existem relatos de pessoas que engordam de propósito apenas para inserir o balão gástrico, por isso esse método não é bem visto por uma grande parcela de médicos que sugerem quaisquer tipos de cirurgia bariátrica. Hoje em dia, as diretrizes para a inserção do balão estão se tornando mais severas para evitar a banalização do método entre pessoas que querem emagrecer a qualquer custo.

Como é o pós-operatório de uma cirurgia bariátrica?

Todas as cirurgias, sem exceção, obedecem diretrizes normativas quanto ao pós-operatório, sendo que cada tipo de operação tem sua conduta própria. A cirurgia bariátrica obedece todos os preâmbulos exigidos e pede cuidados específicos. Faremos aqui um passo a passo genérico da recuperação após a gastroplastia, mas não se esqueça que cada caso é único e que as prescrições médicas devem ser obedecidas, independentemente do que estiver escrito aqui.

O tempo médio de permanência no hospital após a intervenção cirúrgica é de dois dias, dependendo do método utilizado. A observação do paciente nas primeiras 48 horas é de vital importância. O período mínimo de convalescença após a saída do hospital é de 20 dias, podendo ser alterada de acordo com a prescrição médica. Episódios de dor e desconforto são normais durante esse período, mas só tome remédios indicados pelo cirurgião, caso ele os prescreva.

A dieta de adaptação é rigorosa. Nas primeiras semanas, ingere-se apenas líquidos para que a nova configuração estomacal se adapte aos movimentos peristálticos e ao volume ao qual foi reduzido. Após um período de adequação médio de uma semana, inclui-se alimentos pastosos ao cardápio, como papinhas de bebê prontas ou misturas próprias manipuladas por farmácias especializadas, sempre a critério médico.

A ingestão de água é crucial porque a redução estomacal provoca desidratação severa. Recomenda-se beber dois litros de água por dia distribuídos durante as 24 horas, mas cuidado: o novo estômago não vai aceitar os antigos goles generosos. Tome água em copos de café e em goles cuidadosos. Se o médico recomendar, pode-se ingerir compostos eletrolíticos, como soros fisiológicos, sem açúcar.

Bebidas gaseificadas e alcoólicas são proibidas durante esse período. Açúcares não são recomendados pois causam episódios de vômitos, mal estar e refluxos. Esforços físicos extremos devem ser evitados, mas não fique parada. Faça caminhadas leves e por locais próximos à sua casa nas primeiras duas ou três semanas após a cirurgia. As dores ainda estarão presentes mas devem diminuir ao longo desse período de tempo; se isso não acontecer, relate isso ao médico o mais rápido possível.

Depois das primeiras três semanas, que é o tempo médio de adaptação ao novo sistema digestivo, observa-se o nível de adequação aos alimentos pastosos. Se tudo correr como o esperado, o médico irá prescrever alimentos sólidos bem cozidos. A base nutricional será a proteína. De forma geral, recomenda-se o consumo de carnes magras e pouco fibrosas, iogurtes com baixo teor de gordura, vegetais e grãos cozidos, sempre sob acompanhamento de um nutricionista.

Durante esse período, é necessário obedecer as orientações nutricionais à risca para que não aconteçam casos de vômitos, náuseas de desconfortos. Açúcares simples e gorduras são abolidos do cardápio durante essa fase de adaptação do novo estômago. Além dos alimentos permitidos, incluem-se suplementos vitamínicos com cálcio, ferro, zinco e demais vitaminas e minerais que deixam de ser absorvidos pela alimentação restritiva.

A perda de peso nos primeiros meses chega a parecer mágica, mas não se iluda: após um tempo de emagrecimento quase imediato, há um período de acomodação. Por isso, a inclusão de novos hábitos alimentares e de atividades físicas que promovam queima calórica eficiente são necessárias. O acompanhamento médico, nutricional e psicológico irá durar toda vida; afinal, o organismo não está mais com as “peças originais de fábrica” e o metabolismo sofrerá mudanças drásticas que precisam ser monitoradas.

Quais os riscos da cirurgia bariátrica?

Uma cirurgia, por mais segura e bem sucedida que seja, é uma espécie de violação consentida que seu corpo sofre para que ele possa se livrar de um problema que coloque em risco sua sobrevivência. Em outras palavras, e voltando a usar a analogia das “peças originais” acima mencionada, o corpo é como se fosse um automóvel. Cada parte do nosso organismo é uma peça especialmente projetada para funcionar de acordo com suas atribuições. Quando reduzimos o tamanho de nosso estômago, é como se estivéssemos trocando o motor potente de um carro por um “modelo econômico”.

Essa troca irá causar mudanças hormonais severas. Todo o delicado equilíbrio do organismo é drasticamente modificado para que o corpo acostume-se a “consumir menos combustível”, e isso pode cobrar um preço diferente para cada pessoa. Esse preço são os efeitos colaterais. Embora nem todas as pessoas irão sofrer todos eles (e às vezes sequer ter algum efeito colateral), eles existem e precisam ser postos à mesa pelos médicos que irão realizar a cirurgia bariátrica. Eis uma lista de problemas que podem acontecer após a gastroplastia, mas atenção: isso não significa que eles irão ocorrer. Os problemas aqui descritos fazem parte de décadas de observação de pacientes que fizeram a operação de redução de estômago e os médicos estão atentos a todos esses efeitos.

  • Síndrome do dumping, também conhecida como síndrome do esvaziamento rápido. Causa náuseas, vômitos e diarreias. Ocorre quando o paciente não obedece a restrição a açúcares e gorduras principalmente no primeiro ano após a cirurgia e os consome à revelia da dieta prescrita. Gorduras e açúcares devem ser evitados para que esse problema não ocorra.
  • Úlceras e irritações na mucosa intestinal. Com a drástica mudança do volume do estômago e do tamanho do intestino e do trânsito intestinal, os sucos gástricos são redirecionados, o que causa esse problema. O médico pode prescrever medicamentos para aliviar esse desconforto, mas só tome remédios prescritos.
  • Anemia. Nas operações em que ocorrem as derivações (Scopinaro e Duodenal Switch), o alimento não passa mais pelo duodeno, onde o ferro é absorvido. A suplementação é obrigatória nesses casos.
  • Mal absorção de nutrientes. Assim como o ferro, vitaminas importantes como as do complexo B (B9 e B12, principalmente), minerais como o cálcio e proteínas deixam de serem absorvidas a contento pelo organismo. É preciso monitorar com cautela o paciente e promover a suplementação alimentar e vitamínica sempre que necessária.
  • Problemas como embolias pulmonares, infecções gástricas e intestinais, hérnias, pneumonias e sangramentos internos. As consultas pós-operatórias e os exames laboratoriais e clínicos devem ser obedecidos à risca.
  • No caso da colocação do anel gástrico, podem ocorrer episódios de perfuração e obstrução de alimentos.

Compartilhe

 

Este site site não é farmácia ou consultório médico. Não brinque com sua saúde. Não se automedique. Consulte seu médico, e não confie no que ler na Internet, nem mesmo neste site.

7 comentários

  • Adalberto Moura Gonçalves • 29/03/2017

    Boa tarde !
    Meu nome é Adalberto tenho 43 anos,peso 120 quilos,tenho 1.68 e estou com sérios problemas de hipertensão com tudo isso peço encarecidamente uma ajuda urgente para conseguir fazer a cirurgia bariátrica para eliminar peso

    Responder
  • CRISTIANE • 21/03/2017

    Por favor eu imploro por uma indicação de cirurgia bariátrica com valores até R$15.000,00 por é o que eu posso pagar. Não tenho convenio médico e ja estou na filha do SUS mas minha saude é precaria. preciso urgente!!!
    Eu ja procurei na internet e nao consigo encontrar nenhum.
    Por favor me ajudem

    Responder
  • thiago rangel luna da silva • 16/03/2017

    Ola gostaria de saber como faço pra me cadastrar pra fazer a cirurgia pos tenho 31 anos altura 1m 85cm peso 150 quilos e não consigo emagrecer e gostaria muito de faz esta cirurgia pq o meu pseso já esta afetando os meus ossos e a respiração meu tenho tanto dinheiro para faz esta cirurgia manda resposta para mim como eu fasor

    Responder
  • Luiz felipe Ferreira viera • 18/05/2016

    presiso e magreser por que estou muito assima do pesso e nao me sinto bem do heito que eu esto eu tenho 22 anos pesso 180 k nao consigo achar roupa minha vida esta difissio

    Responder
  • Maria Aparecida rodrigues lage • 01/01/2015

    Tenho 1,60… peso 90 quilos… tenho 59 anos. Já fiz dietas… tratamentos, tomei remedios , mas sempre volta. Gostaria muito de fazer sirurgia Bariátrica, acho no meu caso mais adequado e minha medica disse ter menor risco que outras.
    Nao tenho condiçoes financeiras , peço ajuda ao SUS , pois preciso de uma melhor qualidade de vida.
    Fico na espera. Agradeço.

    Responder
  • Roberta • 05/05/2013

    Boa noite gostaria de saber se pelo sus tenho direito a cirurgia,tenho94k e 1,64m.Desde já agredeço Roberta

    Responder
  • Diogo Dourado • 23/09/2011

    Fiz a 2 anos, quando tinha 176 kg. Hoje peso 112 kg, estavel (mas não perco mais pois não pratico exercicio). Mas minha vida mudou substancialmente para melhor. A semana depois da cirurgia foi a pior da minha vida, arrependi amargamente durante ela. Mas é recompensador. Não tenha medo. A 3 meses fiz uma outra cirurgia de emergencia, devido a complicação pela perda de peso (hernia abdominal). Quase morri, tive que remover mais 30 cm do meu intestino. Mas faria novamente a redução. Estou criando coragem para fazer as plasticas, pois cirurgia é cirurgia, hospital é hospital. Não estou aqui para te colocar medo, e sim, para te dizer, faça, corra o risco! Vale a pena todo o esforço. Sim, existe um esforço tremendo nos primeiros meses, a alimentação muda, e sua vida tambem! Para melhor! Continuo gordo, mas saudavel e com qualidade de vida. Isso vale qualquer sacrificio! 🙂

    Responder

Deixe seu comentário!