Comer com moderação. Será?

Como definir a moderação na alimentação? Há pequenos macetes saudáveis baseados na boa e velha pirâmide alimentar que podem ajudar.

23 de janeiro de 2015 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


A definição do que é comer moderadamente deveria ficar restrita a uma determinada prescrição exclusiva ao biotipo de cada um.

Graças ao comodismo de muitos que preferem os fáceis artifícios das fórmulas mágicas, a noção de moderação foi deturpada ao bel-prazer de quem prefere seguir uma dieta da moda ou justificar as eventuais fugas na direção de diversas junk foods disponíveis.

Que definição de moderação usar?

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Usaremos um método considerado purista para colocar em pratos limpos e leves a moderação alimentar da forma mais clara e objetiva possível: usaremos a boa e velha pirâmide alimentar devidamente adaptada.

  • Recordando as velhas aulas de ciências e/ou biologia, a pirâmide alimentar é a visualização gráfica dos alimentos normalmente ingeridos por nós, seres humanos, e mostra, grosso modo, a proporção ideal dos vários tipos de alimentos nas refeições diárias.
  • Segundo a mais recente definição da pirâmide alimentar, que inclui e tipifica os alimentos chamados funcionais, os alimentos são divididos em quatro classes:  energéticos funcionais, reguladores, construtores e energéticos extras.
  • Os energéticos funcionais situam-se na base da pirâmide, representando os tipos de alimentos que devem ser mais abundantes no cardápio. São basicamente fontes de carboidratos, como massas, pães, cereais e tubérculos. Hoje em dia recomenda-se o consumo maior de carboidratos complexos presentes nos alimentos integrais.
  • Os reguladores são fontes de vitaminas e minerais essenciais ao metabolismo humano  são representados por frutas e verduras, que também fornecem fibras e carboidratos.
  • Os construtores são fontes de proteína, vitais para a manutenção da integridade de músculos, órgãos e células. Carnes, ovos, laticínios e leguminosas fazem parte desta casta de alimentos.
  • Já os energéticos extras são os tipos de alimentos que devem ser consumidos com extrema moderação, pois o excesso deles pode levar a complicações como diabetes e doenças cardiovasculares. Gorduras e  açúcares estão entre os energéticos extras.

Definindo porções moderadas

Cada pessoa, dependendo de seu sexo, tipo de atividade física e quadro clínico, tem necessidades nutricionais que precisam ser quantificadas por profissionais de saúde qualificados.

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As porções determinadas para que uma pessoa possa comer moderadamente seguem parâmetros pessoais, mas há uma recomendação geral para adultos que pode ser levada em consideração. Acompanhe.

  1. Alimentos energéticos – média de sete porções diárias;
  2. Alimentos reguladores – média de 5 porções de frutas e de 4 porções de verduras.
  3. Alimentos construtores – duas porções diárias de carnes, três de laticínios e uma de leguminosas.
  4. Alimentos energéticos extras – consumir com muita moderação. Alguns profissionais recomendam uma porção por quinzena.

Uma porção equivale a cerca de 100 gramas de alimento em média. Uma boa maneira de saber se a porção está sendo medida de forma correta é usar um utensílio de cozinha que comporte o que cabe em uma mão em concha. Em caso de dúvida, procure sempre a orientação de um nutricionista.

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