Como é a dieta do hospital

Quais são as normas que regem a dieta do hospital? Como nutrir e ajudar a curar com os alimentos?

Estive internada durante cinco dias recentemente (não se preocupem, nada grave, mas algumas bactérias insistiram em me deixar com um quadro infeccioso que me debilitou) e não pude deixar de notar a dieta do hospital durante minha estada. Afinal, é sobre isso que escrevo.

A primeira grata surpresa é que a fama de insossa que a “comida de hospital” sempre teve — lembro-me de uma outra internação e dos pratos com “gosto de remédio” que tive que engolir — não tem mais fundamento, e hoje pode-se dizer que ela é saborosa além de nutritiva.

A segunda foi a acessibilidade da nutricionista, para quem fiz poucas mas importantes perguntas sobre a alimentação oferecida aos convalescentes e à enorme diferença sentida em meu palato. Eis o que pode ser dito.

A divisão das refeições

Os horários de distribuição da dieta do hospital são rígidos e são divididos em:

  • Café da manhã;
  • Lanche matutino;
  • Almoço;
  • Lanche vespertino;
  • Jantar;
  • Ceia.

Em uma dieta sem restrições, como as prescritas para diabéticos, o equilíbrio entre carboidrato, proteína e gordura é mesurada com óbvio critério e cuidado, com porções parcimoniosas.

Dissecando as refeições

O café da manhã continha sempre dois pequenos pães franceses, leite e café, quatro biscoitos cream cracker ou de água, dois biscoitos amanteigados, dois pequenos sachês de 10 gramas de margarina e geleia, respectivamente e sachês de açúcar e adoçante.

O almoço possuía um equilíbrio perfeito entre fontes de carboidratos (arroz e feijão) e proteína (carnes bovinas magras ou frango sem pele). A quantidade de sal era sensivelmente menor, mas era compensado pelos bem escolhidos temperos, principalmente no caso das carnes. A sobremesa era sempre fruta, devidamente higienizadas e picadas.

No jantar, sopas, canjas e caldos com temperos suaves porém presentes contendo a mesma proporção de nutrientes.

Os lanches e a ceia contêm basicamente os mesmos ingredientes: quatro biscoitos salgados, dois biscoitos doces, fruta e bebida, que varia entre chás, vitaminas e café com leite.

Mudou o sabor ou mudaram os processos?

Tudo bem feito e bem distribuído, mas o que explica a ausência do temível “gosto de remédio” antes tão comum? De acordo com o que consegui apurar, duas atitudes foram cruciais para que a alimentação no hospital nutrisse os convalescentes com um sabor palatável:

  1. Entre as medicações obrigatórias, foi incluída a simeticona, medicamento para alívio dos gases intestinais. Esses gases são reconhecidas fonte de cólicas, dores e desconforto.
  2. A velocidade de administração dos medicamentos via soro foi diminuída, fazendo com que os princípios ativos atuem sem entrar em conflito com os alimentos.

O que podemos aprender com a dieta do hospital?

A divisão de refeições, as porções bem aferidas e principalmente o balanceamento entre nutrientes são pilares nutricionais sempre iluminados por dietas sérias, e eles são levados muito a sério no ambiente hospitalar.

Uma dieta equilibrada é a única que pode garantir saúde e eliminação de peso excedente sem promessas de milagres ou “pós de pirlimpimpim” que queimam gorduras de forma mágica. Nos cinco dias em que fiquei sob os cuidados hospitalares, perdi um quilo. É pouco se você for impaciente, mas imagine isso ampliado para uma vida ativa, com atividades físicas e bem administrada por um nutricionista. Pense nisso.

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