Como emagrecer controlando as emoções

O velho embate entre fome e vontade de comer está intimamente ligado às nossas emoções. Como controlá-las?

22 de maio de 2017 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques


Nós lutamos incessantemente contra os digitais da balança (sim, porque não vejo mais balança com ponteiros hoje em dia) elaborando dietas, acrescentando atividades físicas e reformulando nosso estilo de vida achando que isso é o suficiente. Contudo, há um fator que ajuda a emagrecer tão importante quanto os citados acima: o controle das emoções.

Já falamos diversas vezes sobre isso. É a velha diferença entre saber o que é fome, um mecanismo metabólico para absorção de nutrientes, e a vontade de comer. Acompanhe.

 


Causas da vontade de comer

A comida e a busca por ela norteia boa parte de nossa existência. Se por um lado isso manteve o ser humano vivo, também causou também causou desvios de comportamento com o passar dos anos, e justamente quando o acesso à alimentação tornou-se mais fácil (o que quero dizer é que nós não precisamos mais caçar, pescar e plantar o que comemos).

As emoções reconhecidamente influem significativamente no ganho de peso. Estudos relatam que cerca de 75% do sobrepeso adquirido por um ser humano tem origem emocional. Antes de achar que isso é bobagem, veja os principais motivos que levam uma pessoa a usar a comida como muleta.

  • Muitas de nós ficam ansiosas, cansadas e descontam isso em algo doce ou gorduroso.
  • Problemas com baixa autoestima causam ataques à geladeira frequentes. Sei como é isso pois usei muitos potes de sorvete para compensar minha inadequação.
  • A felicidade em encontrar pessoas também leva à comida. Quantas reuniões e encontros não foram marcados em almoços/happy hours/mesas de paraças de alimentação?
  • O “prêmio por mérito” por ter alcançado um objetivo. Ou você nunca se deu ao “direito” de comer junk food depois de ter conseguido fazer algo considerado complicado, como por exemplo…. uma dieta restritiva?
  • O uso da comida para tentar aliviar sinais físicos negativos, como dores de cabeça.


O que pode ser feito?

A fome emocional precisa ser diagnosticada primeiramente pela própria pessoa. Se você consegue ser disciplinada o suficiente para seguir uma dieta devidamente prescrita, é capaz de detectar se o que vai à boca advém da fome ou de algumas das causas acima descritas.

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Não é uma tarefa fácil; afinal, nossas emoções são ao mesmo tempo o que nos define e o que nos prende a situações que causam uma temida zona de conforto psicológico, onde tudo parece estar bem mas cobrará um preço alto no futuro.

Quando você conseguir discernir conscientemente a fome da vontade de comer, basta saber como reagir à segunda opção. Eis algumas sugestões.

  • Aprenda técnicas de meditação. Acredite, funciona.
  • Faça alguma atividade física. Lembre-se, exercícios liberam serotonina e endorfina, hormônios que provocam bem estar.
  • Converse com suas amigas, mas longe da mesa do restaurante.
  • Pratique atividades que causem prazer: leia um livro, faça um passeio curto, ouça música, brinque com seu animal de estimação. As opções são enormes.

Se essas dicas não forem o bastante, procure ajuda profissional. Conhecer a si mesmo é tão difícil quanto aprender matemática, mas a graduação vale a pena.

 

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