Como Tratar Flacidez sem Cirurgia

A flacidez incomoda quem emagrece. Felizmente, existem métodos estéticos eficientes que podem eliminar o excesso de pele sem necessidade de cirurgia.

14 de junho de 2018 • Por Mariana, em Assuntos Diversos


Emagrecer é apenas o começo. Após eliminar o excesso de peso e fazer as pazes com a balança, as pessoas se deparam com um problema estético que, por conta principalmente dos padrões de beleza vigentes, torna-se tão premente quanto era perder peso antes (e nunca mais encontrá-lo): a flacidez.

Depois de conseguir a meta tão desejada de reduzir os números das roupas e seu próprio formato corporal, sua pele torna-se a vítima mais visível da batalha contra o peso excedente: excesso de papas, pele flácida e com aparência caída em locais esteticamente estratégicos, como rosto, nádegas, culote, abdome, braços. Embora existam cirurgias plásticas reparadoras eficientes, elas não são baratas e possuem riscos inerentes a quaisquer procedimentos cirúrgicos. A questão que se formula é: seria possível eliminar a flacidez sem cirurgia?

Hoje em dia, graças aos avanços tecnológicos, sim. Mas antes, vamos conhecer a adversária para que saibamos o que fazer contra ela.

O que é e o que causa a flacidez?

Flacidez é a perda de elasticidade e tonicidade da pele, advinda de fatores diversos como hereditariedade, hábitos alimentares, tabagismo, quantidade de exposição ao sol, idade avançada, gravidez e gestação, entre outros. Um elemento comum a todos os motivos acima citados é o envelhecimento natural do corpo humano, que faz com que se perca células chamadas fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno e elastina, as fibras que mantêm a tonicidade da pele.

As mulheres costumam sofrer mais com a flacidez graças à distribuição de gordura corporal nos seres humanos do sexo feminino. Abdome, nádegas, culote e coxas concentram mais tecido adiposo para que as mulheres sejam capazes de suportar o peso excedente enquanto geram vida nos nove meses de gravidez. O tecido corporal nessas áreas tende a ser mais exigido no tocante à sua elasticidade; dependendo das condições físicas da gestante, dos seus hábitos de vida e de sua predisposição genética, a formação e recuperação do colágeno e da elastina pode se tornar mais difícil. Some-se a isso o envelhecimento e a flacidez tem um agravante a mais para as mulheres.

Quem faz dietas com muita frequência e se equilibra na volátil gangorra da perda e recuperação do peso se sujeita à flacidez com maior frequência. A rotina de “estica-e-puxa” à qual a pele se rende nesse processo faz com que a pele não consiga recuperar os fibroblastos com a facilidade de outrora, e o passar dos anos só piora a situação.

Como combater a flacidez sem cirurgia

A mudança de certos hábitos é crucial para que a flacidez seja combatida. Embora não seja fácil resgatar a tonicidade natural da pele graças à perda natural de colágeno e elastina, manter atividades físicas regulares e cuidar da alimentação são quesitos obrigatórios. Os exercícios aeróbicos, como correr, nadar e pedalar são os mais indicados. Na dieta, a proteína não pode faltar pois esse nutriente é parte integrante das fibras de colágeno.

Felizmente, existem tratamentos estéticos não invasivos que se tornaram cada vez mais eficazes com o passar dos anos e o avanço da tecnologia. A recuperação da pele flácida, desde que não muito intensa, tem se tornado cada vez mais efetiva. Eis alguns exemplos comprovados.

Laser infravermelho – Existem aparelhos que fazem com que a luz concentrada do espectro infravermelho penetre nas camadas mais profundas da pele, o que estimula a produção de elastina e colágeno. A tecnologia dos aparatos que “injetam” laser é cada vez mais precisa.

Radiofrequência – Tradicional técnica estética que usa frequências eletromagnéticas para promover o aquecimento superficial e profundo da pele. A temperatura pode atingir os 42 graus Celsius e o calor estimula a produção das fibras elásticas e a circulação sanguínea; por isso, a radiofrequência é utilizada tanto para a prevenção quanto para o tratamento da flacidez. Os equipamentos existentes podem ser do tipo unipolar (um eletrodo para emitir a frequência), bipolar (dois eletrodos) ou multipolar (geralmente três eletrodos).

Ultrassom multifocado – Aqui, o uso da ultrassonografia (uma “câmara de eco” que permite visualizar órgãos internos, comumente utilizados na obstetrícia) é focado em pontoas específicos da pele. As emissões ultrassônicas são disparadas continuamente, como uma metralhadora; cada sessão permite pelo menos 10 mil disparos, o que estimula a formação de colágeno e elastina e, consequentemente, melhora a tonicidade e reduz a flacidez. Esse método é mais eficaz para rosto e pescoço.

Há um método ainda mais moderno, que combina a radiofrequência com o ultrassom. As frequências eletromagnéticas fazem “furos” microscópicos na pele e o ultrassom injeta substâncias que estimulam os fibroblastos a produzirem elastina e colágeno.

E quem fez cirurgia bariátrica?

Essas técnicas são indicadas para casos leves e moderados de flacidez. Para quem faz cirurgia bariátrica ou quaisquer procedimentos invasivos que resultaram em grandes áreas flácidas no corpo, só a cirurgia plástica pode resolver. Não existem milagres ou técnicas ninjas; desconfie de quem diga o contrário.

Cremes funcionam?

Cremes e géis anti flacidez são muito populares em lojas de produtos de beleza e catálogos famosos. Por mais que alguns realmente contenham colágeno, elastina e outras substâncias, eles não conseguem ser efetivos em casos avançados de flacidez porque a absorção da pele é mínima, mesmo se combinado com massagens e movimentos vigorosos. Antes de gastar as pequenas fortunas que esses produtos custam, consulte um dermatologista e verifique se esses cremes serão eficazes ao seu caso específico.

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