Cuidado com as dietas para ganhar músculos

A ânsia em ganhar músculos pode causar exageros e até mesmo desnutrição, graças às dietas restritivas tão disseminadas por algumas academias.

22 de abril de 2017 • Por Mariana, em Alimentos, Dicas e Dietas, Fitness


As academias estão repletas de pessoas que querem emagrecer e ganhar massa muscular magra. A criação de músculos bem definidos é o principal objetivo de muitas de nós, e por isso a adesão a dietas que priorizam a proteína é cada vez maior.

Não só o consumo proteico aumenta, como escolhe-se um carboidrato com baixo índice glicêmico, que demora mais tempo para ser digerido e não causa picos de insulina. O que parece ser uma dieta saudável esconde uma bomba-relógio nutricional que poderá prejudicar a saúde de quem exagera nesses preceitos dietéticos.

 

A base das dietas para ganhar músculos

Quando se examina o que se come nas dietas para atingir a chamada hipertrofia muscular, a primeira impressão é de que não há nada de errado com ela. Veja os três principais ingredientes:

  • Batata doce – essa é a única fonte de carboidrato da dieta. Além do baixo índice glicêmico, o tubérculo é fonte de potássio, que inibe a fadiga muscular, fibras e vitamina C, antioxidante que previne o envelhecimento celular.
  • Clara de ovo – a proteína fornecida por ela, a albumina, é de alto desempenho e auxilia na recuperação dos músculos.
  • Frango – a principal fonte de proteína da dieta, a carne é rica em aminoácidos essenciais que ajudam a recuperar possíveis lesões musculares.

O que há de errado nessa dieta?

Se você é leitora frequente do blog, já leu diversas vezes sobre o valor do equilíbrio em um regime. A junção bem dosada de todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais) mais atividades físicas é que promovem perda de peso com saúde.

Dietas para ganhar músculos que se fixam apenas em proteínas são, em suma, restritivas. A alimentação padrão de pessoas que buscam a hipertrofia muscular precisa obrigatoriamente ser balanceada para que o metabolismo não se prejudique. E os prejuízos não são desprezíveis; acompanhe.

  • O consumo excessivo de proteínas sobrecarrega os rins, que precisam filtrar as sobras liberadas por elas: a ureia e a amônia.
  • Além disso, muita proteína no corpo deixa o sangue mais ácido, o que causa aumento de ácido úrico e perda de cálcio nos ossos.
  • O carboidrato é a principal fonte de energia do organismo, quer nós aceitemos isso ou não. A ausência prolongada do consumo regular do nutriente causa fadiga, mau humor e diversos problemas metabólicos.
  • O baixo consumo de fibras dessa dieta é nocivo para o sistema digestivo. Lembre-se que são as fibras que protegem a flora intestinal, dão sensação de saciedade e ajudam no combate ao colesterol.
  • A gordura tem papel fundamental em qualquer regime. Ela deve ser consumida com moderação para que não se acumule, claro, mas não de ser ignorada. Algumas vitaminas só são digeridas pelo corpo se diluídas em gordura e as células precisam dela para manter sua coesão.
  • O vigor dos treinos faz com que o corpo perca muita água, e por consequência eletrólitos, que não são devidamente recuperados graças às deficiências nutricionais.
  • Para finalizar, o baixo índice de vitaminas e sais minerais desse tipo de alimentação é preocupante. Nutrientes importantes como as vitaminas C, E, o zinco, o selênio e o cálcio são solenemente desconsiderados.

Considerações finais

Não há nada de errado em querer promover a hipertrofia muscular. O que não pode ser deixado de lado é a nutrição adequada para a obtenção de músculos bem definidos. Consulte sempre um profissional, preferencialmente formado em medicina do esporte, que forneça orientações adequadas sobre o treino e a nutrição pré e pós-treinamento. Repetindo o velho mantra do blog, seja responsável pela sua saúde.

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