Cuidados com o sal na dieta

O sal é um nutriente necessário ao metabolismo, mas seu exagero tem se transformado em caso de perigo à saúde pública.

27 de agosto de 2014 • Por Mariana, em Alimentos, Destaques


O sal, ingrediente presente em todas as dietas, está no centro das atenções. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) baixou uma resolução no dia 16 de abril de 2013 que determina a redução do teor de iodo no sal de cozinha vendido no Brasil.

Os valores, que antes podiam variar entre 20 e 60 mg de iodo por quilo de sal, foi reduzido para o patamar entre 15 e 45 mg por quilo. Se você estiver perguntando o que isso tem a ver com emagrecimento, você precisa mais do que ninguém ter cuidados com o sal na dieta.

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A função do iodo no sal

A inclusão de iodo no sal deu-se por causa da disseminação de uma doença, o bócio, que incha a glândula tireoide e forma uma espécie de papada enorme no pescoço.

Além de visualmente desagradável, ele afetava seriamente a saúde, pois mexia com os hormônios e tornava o ato de engolir água e comida doloroso.

Desde a década de 1970 o iodo é colocado obrigatoriamente no sal de cozinha produzido no país.


O sal na dieta de hoje

A OMS (Organização Mundial de Saúde), após inúmeras pesquisas sobre a saúde de populações inteiras, quer atingir alguns objetivos que visam a diminuição de males como a obesidade, derrames cerebrais e as doenças cardíacas.

Um dos responsáveis pelo aumento dessas doenças é o sódio, presente no sal de cozinha e na imensa maioria dos produtos industrializados de hoje. As metas da OMS são:

  • A diminuição de consumo de sódio para menos de 2 gramas por dia;
  • A redução dos níveis de iodo para 20 a 40 partes por milhão (ppm) por 10 gramas.

Os novos níveis propostos de consumo de sal, que foram implementados como norma por diversos ministérios da saúde mundiais, inclusive o Brasil, quando aliados a novos hábitos alimentares e de estilo de vida, evitariam diversos males. Acompanhe.

  • Excesso de sal pode provocar hipertensão, que pode levar a doenças como o AVC, o derrame cerebral, e o infarto.
  • O sal provoca retenção de líquidos, causando inchaços que podem aumentar o peso e evoluir para tumores mais sérios.
  • Excesso de consumo de iodo pode causar hipertireoidismo em idosos e a chamada síndrome de Hashimoto, doença que faz com que o corpo produza anticorpos contra a tireoide e que afeta principalmente mulheres.
  • O excesso de sal pode contribuir para a formação de cálculos nos rins.


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Os problemas comerciais e sociais

Eliminar essa quantidade de sal tanto da alimentação quanto da cadeia de produção de alimentos industrializados não é uma tarefa fácil. Afinal, o sal é o conservante mais barato existente, e sua ação contra certos tipos de micróbios, principalmente na indústria de laticínios, é eficaz.

Contudo, A OMS usou de fatos clinicamente comprovados para vaticinar o velho adágio que diz: “o barato sai caro”. Um dos mais conhecidos é a retenção de líquidos fora das vias de excreção, que causa os famosos inchaços.

O sal pode ser responsável, segundo pesquisas feitas em Portugal, pela fragilidade estomacal que pode levar o indivíduo a desenvolver desde úlceras até câncer.

Os temidos e dolorosos cálculos renais são causados diretamente pelo excesso de sódio no corpo. Quando há muito sal no sangue, envia-se mais cálcio para a urina, que se une a cristais, formando os cálculos.

O cálcio não se forma naturalmente no organismo, sendo retirado dos ossos. Ou seja, a descalcificação pode levar à osteoporose.

E é claro, os efeitos sobre a pressão sanguínea são universalmente conhecidos.


Cuidados com o sal

Retire o saleiro da mesa e deixe-o fora de alcance.
Aumente o consumo de potássio, reconhecidamente amigo do coração e dos sistemas nervoso e muscular. Recomenda-se o consumo de pelo menos 3 gramas por dia.
Corte do cardápio embutidos, produtos processados e alimentos prontos, que possuem uma quantidade absurda de sal por quilo de alimento.
Atenção às embalagens dos alimentos e observe o teor de sódio sempre. Evite alimentos que possuam mais de 400 mg de sal por porção.
Evite o consumo de carnes salgadas.
Troque temperos para dar sabor. 
Use mais salsinha, cominho, limão, hortelã, coentro ou qualquer outro de sua preferência para dar sabor aos alimentos. Diminua o sal aos poucos para que o paladar se habitue.
Evite o uso de glutamato monossódico.

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