Dieta antes da cirurgia bariátrica

Por que devemos emagrecer para que possamos nos submeter à cirurgia de redução do estômago?

16 de maio de 2017 • Por Mariana, em Cirurgia Bariátrica, Destaques


A ideia de fazer um dieta para emagrecer antes de uma cirurgia bariátrica causa níveis de incompreensão e revolta compreensíveis; afinal, se a pessoa irá se submeter a uma cirurgia para perder peso, por que é preciso perder peso antes?

Para entender as razões dessa dieta antes da cirurgia bariátrica, é preciso entender a relação íntima e opor vezes cruel que uma pessoa pode ter com o alimento.

Emagrecer para poder emagrecer

Quando uma pessoa atinge um nível de obesidade considerada preocupante – calculando o IMC (índice de massa corpórea, observando hábitos alimentares, dentre outros fatores – , o primeiro passo é fazer com que o paciente procure ajuda de uma equipe multidisciplinar, composta de nutricionista, endocrinologista, um psicólogo e um treinador.

Essa equipe irá cimentar as bases dos futuros hábitos alimentares, de atividades físicas e da relação com a comida que o paciente terá após a cirurgia bariátrica.

E o primeiro passo é fazer com que o paciente habitue-se e ingerir menos alimentos do que estava acostumado de maneira menos traumática possível, porque a cirurgia irá, ao menos no estágio inicial, fazer com que a pessoa reduza drasticamente, à força, a quantidade de comida ingerida.

Os primeiros 18 meses após a bariátrica

Após a cirurgia, o volume de alimento suportado pelo estômago é drasticamente reduzido.Contudo, após o fatídico período de 18 meses, a pessoa pode voltar a comer o mesmo que comia antes da gastroplastia.

As mudanças hormonais causadas pela cirurgia são impactantes no primeiro momento; a fome diminui de forma quase “milagrosa”, quando comparada ao estágio anterior à bariátrica, graças ao chamados hormônios anorexígenos.

Contudo, após do já citados 18 meses pós-cirurgia bariátrica, a fome se reajusta e volta aos níveis anteriores, graças principalmente à ajuda de um inimigo muito poderoso: a carência de nutrientes.

As mesmas mudanças hormonais que causam a perda da fome no início também reduzem a absorção de vitaminas e nutrientes essenciais, causando a chamada desnutrição pós-operatória.

A carência de ferro, vitaminas D, B12, A, zinco e cálcio causa um impacto sem precedentes no organismo. Isso induz a pessoa a se alimentar com calorias vazias para preencher uma fome aparentemente inexplicável que o organismo sente. Por isso, muitas pessoas que se submetem à operação de redução de estômago voltam a engordar.

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Dicas para a dieta antes da cirurgia bariátrica

Obedeça o cardápio sugerido pelo nutricionista. Ele sabe quais nutrientes e vitaminas são necessárias para a nutrição e irá sugerir alimentos que promovam saciedade sem sofrimento.

Inclua o máximo de atividades físicas possíveis no dia a dia. A queima calória precisa ser incentivada, além da liberação de hormônios do bem estar.

Não deixe de frequentar as sessões de terapia. Elas são fundamentais para que saibamos porque fazemos o que fazemos, principalmente no quesito alimentar.

Só use remédios prescritos pela equipe de médicos que cuida do seu caso. Não caia na tentação da pílula milagrosa.

Tome muito cuidado com a carência nutricional. Deficiências de ingestão de ferro, proteínas de alto desempenho e vitaminas podem causar desnutrição, osteoporose e anemia.

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