Dieta dissociada – definição e sugestão de cardápio

Separar os tipos de alimentos para conquistar o corpo sem acúmulo de gordura; essa é a premissa da dieta dissociada.

03 de março de 2015 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


Quando uma dieta tem um nome aparentemente estranho, o ideal é verificar se esse nome não é uma cortina de fumaça encobrindo alguma charlatanice.

A dieta dissociada parece algo de outro mundo, já que conjugar o verbo dissociar no particípio passado para se referir a uma dieta não parece ter lógica a princípio. Afinal, que tipo de sociedade ou conjunto de alimentos iria se desfazer no prato?

Princípios da dieta dissociada

Elaborada pelo endocrinologista João César Castro Soares e exposta ao mundo no livro Dieta dissociada – Emagrecer com saúde comendo de tudo, a dieta dissociada propõe uma separação alimentar simples: não misturar na mesma refeição carboidratos e proteínas de origem animal.

Claro que há uma explicação para que isso seja feito. Acompanhe a explicação do endocrinologista.

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  •  A mistura de proteína e carboidratos produz uma substância que faz com que o organismo adquira o péssimo hábito de acumular gordura.
  • Como se isso não bastasse, a junção de proteína e carboidrato não produz saciedade, pois essa combinação não é enjoativa e nos faz comer mais.
  • A associação dos dois nutrientes aumenta a produção de insulina, que ajuda no acúmulo de gordura inibindo a ação da lipase, enzima que consome gorduras.

A dieta dissociada prega a separação completa dos dois principais nutrientes em uma única refeição, recomendando que os carboidratos (arroz, batata, massas e afins) sejam consumidos no almoço –  preferindo sempre as versões integrais, cujo índice glicêmico é baixo e de mais fácil assimilação – e as proteínas, no jantar, graças à saciedade que elas causam, evitando os famosos ataques noturnos à geladeira.

Sugestão de cardápio da dieta dissociada

  • Café da manhã e lanche matinal – chá ou café sem açúcar ou leite desnatado para beber; pão integral com margarina light; torrada com geleia dietética; uma fruta no lanche.
  • Almoço e lanche vespertino – saladas verdes, legumes crus ou cozidos preferencialmente no vapor; massa ou arroz e feijão; tubérculos como mandioca e batata cozidos; fruta de sobremesa; no lanche, um iogurte natural e o início da dieta de proteína do jantar.
  • Jantar e ceia – saladas na entrada para inclusão de fibras; carnes magras grelhadas ou assadas. Cuidado com a pele do frango e a capa de gordura de certos cortes bovinos. Na sobremesa, para fugir da ditadura das frutas, pode-se optar pelas versões dietéticas de pudins e manjares. Na ceia, um chá ou caldo leve.

A dieta dissociada precisa de acompanhamento médico como qualquer outra dieta. Quem tem algum problema estomacal, como a doença celíaca, deve evitar fazer essa dieta.

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