Dieta dos hormônios

A dieta dos hormônios reconhece a força dessas substâncias em nossa vida e propõe uma luta estratégica e focada contra alguns elementos que podem vir a ser nocivos em uma dieta.

28 de junho de 2018 • Por Mariana, em Alimentos, Comportamento


Os seres humanos são reféns de substâncias produzidas em nosso organismo chamados hormônios. Graças a eles, amamos, odiamos, nos estressamos e engordamos.

Um desses hormônios, em particular, é o principal responsável pelo fracasso de dietas e tentativas honestas de eliminação de peso: o cortisol.

Cortisol: o hormônio do estresse

Produzida em nosso cérebro pelas glândulas suprarrenais sob ordens da hipófise, o cortisol tem, a princípio, uma missão nobre: preparar o corpo para situações de perigo, sejam elas reais ou imaginárias. Acompanhe.

  • Quando o organismo se sente ameaçado, entramos em um estado de alerta, onde o cortisol é produzido.
  • Esse hormônio ajuda a transformar o glicogênio (o carboidrato que fica no fígado) em açúcar, para termos uma reserva de energia para fugirmos ou contra-atacarmos.
  • Aliado a isso, o cortisol diminui o consumo de calorias do corpo e aumenta a retenção de líquidos e sais.

Quando o motivo de estresse não se transforma em ação, o açúcar produzido nesse processo se acumula na pele em forma de gordura e os líquidos incham o corpo.

Para piorar, a cortisol também diminui os níveis de serotonina, o hormônio do bem estar.

Combatendo o cortisol com a dieta dos hormônios

Felizmente, existe um método dietéticos que pode diminuir e até mesmo eliminar a ação deletéria do cortisol no organismo.

Chamado por muitos de dieta dos hormônios, ela consiste em fazer com que o causador do estresse seja literalmente “posto de lado” através do estímulo aos precursores de hormônios que causam prazer. Tudo isso com o auxílio de comidas que não causam danos calóricos excessivos.

Basta incluir no cardápio alimentos que estimulem a produção de partes de proteína chamados aminoácidos. Veja quais são.

Triptofano – um dos principais precursores da serotonina, além da dopamina, é encontrado na batata, no arroz integral, na soja, na banana e em diversos legumes e sementes oleaginosas.

Fenilalanina – aminoácido presente nas carnes, frutas, leite, ovos e feijão. Muita atenção, pois essa substância não pode ser consumida por quem sofre de fenilcetonúria, doença genética que impede a absorção da fenilalanina e causa danos no sistema nervoso central.

5HTP, ou 5 hidroxitriptofano – presente em quase todos os alimentos acima citados, vai diretamente ao cérebro para coordenar a produção de serotonina.

Como elaborar a dieta dos hormônios

O profissional mais indicado para bolar um cardápio rico em proteínas anti-estresse é o nutricionista, após uma consulta médica e física. É preciso também uma autoanálise sincera sobre as causas de estresse mais comuns na vida de cada paciente e incluir atividades físicas na rotina, reconhecidamente uma das mais baratas fontes de serotonina existentes.

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