Dieta e enxaqueca

O termo “você é o que você come” é particularmente verdadeiro quando se trata da temida enxaqueca e sua relação com o que comemos.

10 de março de 2015 • Por Mariana, em Assuntos Diversos, Comportamento


Profissionais de saúde estimam que há cerca de 35 milhões de brasileiros que sofrem de enxaqueca, a mais frequente e reconhecida das dores de cabeça diagnosticadas.

O que poucos pacientes que sofrem desse mal sabem é que existe uma estreita ligação entre dieta e enxaqueca. Desde o jejum prolongado até determinadas substâncias presentes em alguns alimentos podem causar ou aumentar os quadros de enxaqueca.

Muitos quadros evolucionários dessa cefaleia podem ser combatidos simplesmente com a mudança de certos hábitos alimentares, mas atenção: nunca tente debelar a enxaqueca sozinha ou tomando remédios indiscriminadamente. Consulte seu médico.


Não comer causa dor de cabeça?

Comecemos pelo jejum. De acordo com nutricionistas, pessoas propensas a sofrer ataques de enxaqueca podem ter uma piora no quadro caso fiquem mais de quatro horas sem comer, pois a consequente hipoglicemia (baixo índice de açúcar no sangue) ajuda a acionar o gatilho da dor de cabeça.


Alguns elementos nefastos na alimentação

Alimentos ricos em um aminoácido chamado tiramina são costumeiramente banidos da dieta de quem tem crises de enxaqueca.Os principais são chocolate, vinho tinto, queijos gordurosos e iogurtes.

Enlatados e embutidos fazem parte da lista de alimentos proibidos graças a substâncias como o glutamato monossódico e nitritos, que fazem com que os vasos sanguíneos fiquem “apertados”, dificultando a passagem do sangue e proporcionando as tristemente famosas latejadas da enxaqueca.

Bebidas alcoólicas também entram na lista de excluídos da dieta contra a enxaqueca por conterem a já citada tiramina e por serem vasoconstritores. Gorduras e frituras também devem ser evitadas.

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A comida e a bebida como aliados

Do outro lado da balança, há alimentos que auxiliam no combate e mesmo na debelação das crises de cefaleia. A pimenta, por exemplo, ajuda o organismo a produzir endorfina, um analgésico natural  graças à capsaicina.

As propriedades anti-inflamatórias do gengibre também são bem vindas no combate à enxaqueca. Recomenda-se consumir lascas in natura do tubérculo.

A hidratação é essencial no combate à dor de cabeça. A água ajuda a eliminar todas a toxinas e mantém o sangue nutrido de minerais e demais nutrientes.

O consumo de peixe é recomendado por conta dos ácidos graxos Ômega 3 e 6, cuja ação anti-inflamatória beneficia tanto a corrente sanguínea, eliminando do colesterol ruim, quanto à contração das veias e artérias.

Para finalizar, é importante que a cafeína seja eliminada gradativamente da dieta, por ser uma das substâncias que mais causam enxaqueca. Como a cafeína deixa a pessoa adicta, é preciso cautela para que a síndrome de abstinência à substância não cause dores de cabeça; deixe de tomar café aos poucos.

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