Dieta low-carb

A dieta low-carb é bastante indicada para quem deseja emagrecer, mas necessita de cuidados para ser seguida.

06 de junho de 2018 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


A dieta low-carb é uma das mais populares mundialmente por apostar na redução de consumo do carboidrato, o nutriente que mais proporciona ganho de peso. Por mais necessário que ele seja ao organismo, já que é fonte de energia indispensável à sobrevivência, o carboidrato também pode ser vetor de aumento do peso.

Entretanto, não se pode simplesmente cortar sem critério o carboidrato das refeições, sob risco de danos sérios à saúde. Como qualquer dieta saudável, é preciso acompanhamento médico e cautela.

Diminuir e trocar o carboidrato

Em uma dieta tradicional, a proporção diária de carboidrato (alimentos como arroz, macarrão, pão e batata) é de cerca de 50 por cento de todo o alimento consumido, tendendo a ser até maior do que isso em alguns casos.

Na dieta low-carb bem conduzida por um nutricionista, a redução de carboidratos deve ser feita de forma inteligente e contínua, mas por tempo determinado, focando em trocas que permitam a manutenção do metabolismo em níveis aceitáveis.

A dieta low-carb (do Inglês low-carbohydrates) sugere uma diminuição de pelo menos 10 por cento do percentual nas refeições diárias. Alguns mais radicais preconizam números entre 20 e 30 por cento menores de consumo.

O cuidado com o decréscimo de carboidratos nas refeições deve ser redobrado. Se a redução for maior do que 40% do total consumido durante todo o dia, isso pode prejudicar a saúde.

Essa “dieta low-carb extrema” é amplamente criticada por nutricionistas por ser altamente restritiva e perigosa para a saúde. Por isso existe uma vertente dietética que prega a troca de carboidratos de alto índice glicêmico pelos de baixo índice glicêmico.

O índice glicêmico

De forma resumida, o índice glicêmico mede a velocidade com que o carboidrato é absorvido pelo organismo e transformado em glicose (a forma mais simples do açúcar).

Carboidratos que sofreram refino e beneficiamentos que o fizeram perder fibras são chamados de simples. Eles se transformam mais rapidamente em glicose no sangue, permitindo picos tanto de açúcar quanto de insulina, o que gera acúmulo de gordura sob a pele e possibilidade de diabetes.

Já os carboidratos complexos, que são basicamente alimentos integrais e ricos em fibras, são absorvidos mais lentamente no organismo. As fibras ainda auxiliam o trato intestinal, o que ajuda a manter os níveis de açúcar e gordura baixos e por isso mesmo mais suscetíveis à queima calórica mais efetiva.

Dieta low-carb com carboidratos complexos

Consumir alimentos integrais, ricos em fibras e fonte de carboidratos complexos, em maior quantidade tem sido uma solução bastante apregoada nas mais recentes dietas low-carb existentes.

Legumes com casca, leguminosas, verduras, principalmente as verde-escuras, raízes (batata-doce, inhame, mandioca), frutas e algumas sementes são exemplos de ingredientes que podem substituir diversas fontes tradicionais de carboidrato nas principais refeições.

Em alguns casos, mantém-se uma porcentagem semelhante de consumo de carboidratos durante o dia (às vezes reduzindo-se um pouco graças às características de alguns alimentos), equilibra-se as porções e a perda de peso acontece naturalmente.

A dieta low-carb deve ser prescrita por um nutricionista e jamais deve ser apenas copiada de um site ou revista. Repetimos: a redução drástica de consumo de um nutriente essencial não pode ser feita de qualquer maneira.

Por que a falta de carboidratos faz mal à saúde

O carboidrato é a principal fonte de energia do organismo, e graças a ele todas as funções metabólicas se normalizam, desde que consumido com critério.

Quando o corpo deixa de receber o aporte necessário de carboidratos, a taxa metabólica cai, causando diversos sintomas:

  • Dificuldade em queimar calorias, facilitando o acúmulo de gordura e consequente obesidade.
  • Insônia ou muito sono, dependendo de cada pessoa.
  • Dores de cabeça e tonturas.
  • Indisposição e cansaço contínuos.
  • Prisão de ventre e demais problemas estomacais decorrentes.
  • Piora na atenção.

Disciplina, cuidado e mudanças alimentares

Na dieta low-carb o consumo de proteínas sofre um aumento, mais por conta da redução dos carboidratos, por isso prioriza-se a ingestão de proteínas com baixo índice de gordura e alto desempenho, pois os músculos usam esse nutriente para se desenvolver. É sabido que massa magra ajuda na queima de calorias.

O consumo de fibras solúveis e insolúveis é essencial, graças ao baixo índice glicêmico e ao auxílio à flora intestinal. Além disso, a dieta low-carb traz em seu bojo a prevenção do diabetes tipo 2, principalmente por causa do baixo aporte de açúcar fornecido.

Para que o cardápio da dieta low-carb seja eficaz, é preciso obrigatoriamente o acompanhamento de um nutricionista, já que a redução dos carboidratos feita baseando-se em achismos e receitas de internet pode ser danosa.

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