Dieta Montignac

Sucesso na Europa desde os anos 1990, a dieta Montignac reforça o valor do índice glicêmico dos alimentos e das combinações corretas entre os alimentos.

08 de abril de 2014 • Por Mariana, em Dicas e Dietas


O conceito de índice glicêmico (IG), tão usado nas dietas estreladas mundo afora, foi desenvolvido na Universidade de Toronto (Canadá) pela equipe do doutor David J. Jenkins. O sistema de aferição de rapidez de absorção de açúcar dos alimentos tornou-se o principal bastião das mais famosas dietas do mundo, como a de South Beach e a Dukan.

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Contudo, a primeira dieta a levar em consideração o índice glicêmico foi criada por um francês, executivo da indústria farmacêutica, cujo histórico familiar de obesidade o levou a desenvolver a dieta que leva o seu nome: Michel Montignac (1944-2010).


Princípios gerais da dieta Montignac

Graças às infrutíferas tentativas de seu pai em emagrecer seguindo as dietas restritivas a ele prescritas, Michel Montignac vaticinou a inutilidade da contagem e consequente redução de calorias, pois ele via a frustração e os distúrbios de saúde provenientes do desequilíbrio hormonal decorrentes dessas dietas.

Tendo como base científica as descobertas sobre o índice glicêmico pela equipe do doutor Jenkins,  Montignac chegou a conclusão que uma dieta não deveria restringir alimentos; o ideal era, segundo seus estudos, não misturar determinados tipos de alimentos, já que algumas combinações poderiam levar ao acúmulo de gordura, à diabetes e à incidência de problemas cardíacos.

E se essas ideias a fizeram lembrar da dieta das combinações, não estranhe. Considere a dieta Montignac uma versão atualizada.


As combinações e as fases da dieta Montignac

Segundo os preceitos da dieta, não existem alimentos proibidos, mas incompatíveis nutricionalmente. Certas junções favoreceriam o acúmulo de gordura e o aumento das taxas de açúcar na corrente sanguínea, como por exemplo:

  • Alimentos com IG alto, como batatas e arroz branco, e proteínas.
  • Proteínas com leguminosas.

Além das combinações indesejadas, alguns alimentos entram em uma lista de redução de consumo, ou mesmo eliminação dependendo de cada pessoa. Veja alguns exemplos:

  • Privilegiar o consumo de gorduras com ácidos graxos benéficos, como os monoinsaturados do azeite e os polinsaturados dos peixes.
  • Consumir frutas antes das refeições.
  • Preferir alimentos integrais ou com baixo teor de refino.
  • Consumir alimentos com baixo IG e ricos em fibras nas principais refeições para favorecer a saciedade.

Para que o organismo adapte-se aos novos hábitos de consumo, a dieta Montignac propõe duas fases para que a transição alimentar seja feita sem atropelos e de forma saudável.

Na primeira fase, a fase de perda de peso, é preciso levar a sério o índice glicêmico dos alimentos que serão consumidos. Recomenda-se comer alimentos que forneçam carboidratos cujo IG não ultrapasse os 35 pontos (o IG máximo é 100) e fontes de proteína como peixes e certos legumes.

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Na segunda fase,  a fase de estabilização e prevenção, o metabolismo deverá ter se adaptado às novas taxas glicêmicas e conseguirá se satisfazer mais rapidamente. Sabendo dosar o IG dos alimentos, a pessoa poderá incluir, sem exageros, açúcares e gorduras.


Contraindicações e considerações finais

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O aumento no consumo de fibras pode causar ressecamento do sistema digestivo, por isso o aumento no consumo de água é altamente recomendado. Pessoas que tenham problemas hepáticos (relativos ao fígado) devem tomar cuidado com os eventuais excessos de proteínas.

A principal crítica à dieta Montignac vem das conclusões, tomadas como precipitadas e errôneas, sobre as causas da obesidade que o levaram a criar sua reeducação alimentar. Ao condenar as dietas restritivas, Montignac não levou em consideração fatores como o excesso de insulina e outros fatores hormonais.

Há quem diga que a dieta Montignac não é fácil de ser seguida por conta da valorização do índice glicêmico, que não é facilmente medido por leigos, além dos efeitos dos carboidratos e gorduras em metabolismos diversos.

Contudo, há alguns estudos científicos que recomendam a dieta Montignac por seu caráter educativo, porque as mudanças alimentares que ele proporciona são bem vindas nutricionalmente falando. Muitos cardápios elaborados nos diversos livros sobre a dieta tem muita semelhança com a dieta do mediterrâneo, que tem inúmeros defensores na comunidade científica.

Caso queira seguir a dieta Montignac ou qualquer outra espécie de reeducação alimentar, consulte seu médico.

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