Dieta para gestantes

Gestantes se preocupam, com razão, com sua alimentação durante os nove meses. Veja algumas orientações pertinentes.

04 de julho de 2014 • Por Mariana, em Destaques


A gravidez é um período especial e que suscita diversos questionamentos, e um dos mais importantes é sobre a dieta ideal para gestantes. Além dos óbvios “o que, como e quando” comer, é preciso também saber porquê.

Existem dúvidas ancestrais, graças principalmente a hábitos herdados e perpetuados por gerações de mães que não tiveram outra alternativa senão o empirismo (a boa a velha máxima do “tentativa e erro”). Primeiro, a mais importante.

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No que consiste a dieta para gestantes?

Essa dieta não deve, em hipótese alguma, ser restritiva. Ela deve incluir nutrientes na medida certa tanto para a gestante quanto para o bebê. Não se pode entrar em uma paranoia contra a obesidade nesse momento; o ideal é seguir à risca as recomendações do obstetra que faz seu pré-natal.


Então a gestante precisa “comer por dois”?

Sim, mas isso não significa comer muito. Segundo orientações do site do Hospital Albert Einstein, para que o bebê fique bem nutrido, basta acrescentar irrisórias 300 calorias diárias ao cardápio.

Contudo, é preciso cuidado com o que a gestante se alimenta. Nada de orgias gastronômicas e desejos por alimentos muito doces e gordurosos. A média de ganho de peso orientada pelos obstetras oscila entre 9 e 12 quilos durante a gestação.


A obesidade na gravidez é perigosa?

Muito. Os riscos literalmente dobram, colocando em risco a vida da mãe e da criança. E isso não é exagero. Os efeitos do excesso de peso durante a gestação são graves. Acompanhe.

  • Há risco de evolução de diabetes gestacional.
  • Após a vigésima semana (entre o 4º e 5º mês) de gestação, as chances de desenvolvimento de hipertensão são maiores. Esse aumento de pressão arterial se chama pré-eclâmpsia.
  • Os dois fatores aumentam a chance de ocorrência da parto prematuro.


Qul é o principal nutriente que a grávida deve ingerir?

Ácido fólico, sem dúvida. Uma alimentação equilibrada pode suprir o organismo de vitamina B9 em condições normais, mas mulheres que desejam engravidar devem recorrer aos suplementos, pois entra aí a regra do aumento controlado de calorias.

O bebê necessita de ácido fólico para que o desenvolvimento do sistema nervoso seja normal. Deficiências vitamínicas podem levar a deformações gravíssimas como a espinha bífida – malformação do tubo neural, causando deformações na espinha – e até mesmo anencefalia (ausência de cérebro).


Que outros nutrientes devem estar presentes na dieta das gestantes?

  • Ferro, para evitar anemias muito comuns durante a gravidez. Assim como no caso do ácido fólico, pode ser necessária suplementação vitamínica.
  • Cálcio, para a formação dos ossos do bebê e para o fortalecimento da estrutura óssea da gestante.
  • Vitamina D, para melhor assimilação do cálcio.
  • Vitamina C, que além de ser um antioxidante essencial, ajuda a melhorar a absorção do ferro.
  • Água. Hidratação é fundamental.
  • Fibras solúveis e insolúveis. Gestantes costumam sofrer com prisões de ventre e fibras são importantes para o bom funcionamento do intestino.

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O que deve ser evitado no cardápio da gestante?

Não há nenhuma grande restrição alimentar. O que deve ser evitado é a falta de higiene e de preparo adequados. O simples hábito de lavar as mãos sempre que for manusear a comida já impede doenças que podem comprometer a saúde de mãe e bebê.

Não consuma produtos crus e laticínios não pasteurizados. Evite comer embutidos e alimentos muito salgados, muito doces ou muito gordurosos.

Outro item a ser retirado da rotina da gestante é o jejum. Manter sempre à mão biscoitos , barras de cereal e petiscos leves e secos, principalmente após um período de sono.


Como montar a dieta das gestantes?

Cada caso é um caso, e o obstetra é sempre a fonte segura de informações. Quem faz pré-natal pelo SUS geralmente pode contar com um nutricionista (informe-se no posto de saúde).

De modo geral, a alimentação precisa ser dividida cuidadosamente durante o dia, para que a grávida não sinta fome mas que não se alimente em excesso.

Recomenda-se comer alimentos gelados e evitar beber líquidos durante as refeições para evitar episódios de mal estar.

Frutas são extremamente bem vindas durante a gestação. Prefira as da estação e de digestão leve.

Comer peixe é recomendável, por ser fonte de proteína e não pesar tanto no estômago quanto carnes vermelhas.


Considerações finais

Embora o foco seja a gestante que venha a ter sobrepeso durante a gestação, é preciso evitar também a desnutrição e o baixo peso durante a gestação, tão perigoso quanto a obesidade.

O foco da gestante no tocante à alimentação sempre deve ser a manutenção da saúde do bebê e a própria. Nunca faça mudanças radicais da dieta e faça seu pré-natal corretamente.

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