Dieta para o cérebro

O cérebro precisa ser bem alimentado. Saiba como nutri-lo de forma saudável

Mente sã em corpo são. O velho e batido adágio pode ser obtido através da alimentação, não só se quisermos emagrecer mas também para que mantenhamos o cérebro protegido de problemas como perdas de memória pontuais e doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Manter o cérebro tão turbinado quanto seu corpo com o auxílio da alimentação não é tão difícil. E isso foi descoberto graças aos hábitos alimentares de alguns povos.

Como tudo começou

Duas das dietas mais prescritas por nutricionistas, a DASH e a  mediterrânea, possuem uma característica bastante interessante. Além de serem eficientes em nutrir o corpo de forma eficaz, manter o peso ideal (desde que a pessoa também mantenha atividades físicas regulares) e afastar o perigo das doenças cardiovasculares, elas estão associadas à baixa incidência de doenças que degeneram o cérebro e o sistema nervoso central, principalmente o já citado Alzheimer e o mal de Parkinson.

De posse desses dados e do cardápio dessas duas dietas, pesquisadores descobriram quais nutrientes, vitaminas, minerais e demais componentes são responsáveis, sozinho ou em conjunto, por tão auspiciosos resultados. E aqui vale um alerta: os alimentos aqui listados NÃO POSSUEM EFEITO MILAGROSO. O consumo responsável, contínuo e dentro de parâmetros nutricionais ditados por profissionais de saúde é que irão, a longo prazo, proporcionar os benefícios ao cérebro e a todo organismo.

Alimentos bons para o cérebro

Glicose – O corpo não pode ficar sem esse nutriente. Casos de hipoglicemia (baixos níveis de glicose) podem causar perda de concentração e dificuldade de raciocínio. Consuma glicose de fontes saudáveis, como frutas e cereais integrais.

Zinco – O mineral regula as funções dos neurônios e o protege dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular. Ovos, carnes vermelhas magras e frutos do mar são fontes naturais de zinco.

Vitamina C – Também conhecida como ácido ascórbico, seus efeitos antioxidantes são vitais para os neurônios, principalmente na melhora da memória e concentração. Laranja, limão, acerola… conhecemos muito bem as fontes de vitamina C.

Selênio – Mais um mineral essencial ao funcionamento cerebral. Ele ativa e protege os chamados neurotransmissores, as ligações entre neurônios que comandam as boas transmissões entre essas células, fundamentais para o equilíbrio de nossas emoções e reações ao mundo. as melhores fontes de selênio são as nozes e castanhas, grãos em geral, carne e o abacate.

Vitamina E – Antioxidante que ajuda na manutenção da integridade tanto do cérebro quanto do sistema nervoso como um todo. A falta do nutriente pode causar distúrbios motores e falta de concentração. Verduras frescas, azeite e cereais são fontes ricas em vitamina E.

Vitamina B1 – A tiamina é fundamental para que os carboidratos sejam metabolizados corretamente e se transformem em glicose. Como já mencionado acima, sem glicose o funcionamento cerebral fica severamente comprometido. Carnes, verduras, sementes oleaginosas (nozes e amêndoas) e cereais são fontes do nutriente.

Cafeína – A famosa substância presente no cafezinho nosso de cada dia, que por muito tempo foi considerada inimiga, tem um papel bastante significativo para o aumento da concentração e no fortalecimento da memória de longo prazo. O problema está no excesso de consumo, como quaisquer nutrientes. Além do café, chá preto e chocolate, principalmente as versões amargas, são ricas em cafeína.

Considerações finais

Existem outros alimentos e nutrientes que melhoram o desenvolvimento do cérebro e são capazes de protegê-lo de males neurológicos e degenerativos. Converse com seu nutricionista e seu médico, conheça outros nutrientes e saiba quais você pode incluir em sua dieta.Mais do que simplesmente um chavão, use a máxima “mens sana in corpore sano” como um mantra.

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