Dietas de emergência

Nunca é demais lembrar algumas pequenas verdades sobre as dietas de emergências, mostrando tanto benefícios quanto malefícios delas.

28 de fevereiro de 2015 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


Quando escrevi pela primeira vez sobre dietas de emergência, supus que, ao informar as razões pelas quais uma pessoa faz esse tipo de dieta, aliada a algumas sugestões, isso pudesse ser o gatilho que disparasse o desejo por manter uma rotina regada a cardápios saudáveis e atividades físicas.

Infelizmente, tudo o que muitas leitoras queriam era um blog onde pudessem encontrar diversas receitas de dietas de emergência, como uma espécie de caderno da Dona Benta light. Creio que chegou a hora de colocar os proverbiais pingos no “is”.

O objetivo das dietas de emergência

A vida social pode ser cruel para quem exibe uma silhueta mais avantajada, porém não chegando às raias da obesidade crônica.

Para essas mulheres, que precisam caber no jeans três ou quatro números menor de outrora, alguns nutricionistas bem intencionados criaram o que se convencionou chamar de dietas de emergência. Os objetivos eram muito específicos:

  • Reduzir, por tempo determinado e de forma controlada, o número de calorias ingerido em todas as refeições.
  • Incluir no meio das panaceias o hábito de olhar o que se come de forma crítica, ou seja, saber quais tipos de nutrientes  a pessoa está ingerindo e qual o papel na engorda e principalmente no emagrecimento.
  • Iniciar a tão temida reeducação alimentar usando o “desespero de causa” em usar aquele vestido tamanho P.

Como sempre, a oportunidade gera o comichão empreendedor que fomenta a milionária indústria da boa forma, tornando as dietas de emergência um rico filão comercial.

Como no meio de tantas iniciativas sérias há quem queria simplesmente vender, não raro algumas destas dietas possuem deficiências nutricionais que, a médio e a longo prazo, podem causar danos ao metabolismo.

Avitaminoses, deficiências ferríticas, anemias e mesmo distúrbios alimentares podem ser os terríveis efeitos colaterais de algumas dietas de emergência.

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Existe alguma dieta de emergência segura?

Claro que sim. São aquelas que tem a chancela de um nutricionista que avalia o seu caso e suas necessidades nutricionais.

Embora as dietas de emergência presentes em revistas e sites de renome possuam o aval de endocrinologistas e nutricionistas de renome (eu não costumo duvidar de um médico do calibre de Alfredo Halpern, por exemplo…), nada substitui a avaliação pessoal.

Contudo, existem algumas diretrizes comuns a todas as dietas de emergência que podem ser informadas:

  • As dietas de emergência costumam diminuir em pelo menos 30 por cento o consumo calórico diário.
  • Reforça-se o consumo de fibras e alimentação líquida para aumentar a saciedade. Não raro, são sugeridos shakes, saladas ou sopas, dependendo de cada caso.
  • A dieta de emergência tem prazo de validade curto, não podendo ultrapassar os 15 dias de manutenção.

Caso você sinta necessidade de apelar para uma destas dietas de emergência, seja cuidadosa e cuide, antes de mais nada de sua saúde.

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