Dietas rápidas ou lentas: qual delas é a melhor?

“Dietas rápidas são ruins, dietas lentas são mais eficientes”. O que existe de verdade nessa afirmação?

23 de outubro de 2014 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


Existia um consenso entre muitos profissionais de saúde que vaticinava a maior eficiência das dietas de longa duração, que envolvem reeducação alimentar e eliminação gradual de consumo de calorias, já que os regimes de tiro rápido não eram apropriados, pois o peso rapidamente perdido era recuperado com a mesma rapidez, causando o temível efeito sanfona.

Contudo, um estudo feito pela Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicado na The Lancet Diabetes & Endocrinology, coloca algumas dúvidas sobre esse quase mito dietético. Segundo a pesquisa, não importa muito a velocidade que a dieta tenha. Na verdade, a análise “absolve” as dietas rápidas dos “crimes” contra o metabolismo a ela atribuídos.

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A metodologia da pesquisa

O estudo foi capitaneado pela nutricionista Katrina Purcell e seguiu essas diretrizes:

  • Foram selecionados 200 pessoas consideradas obesas.
  • Elas foram divididas em dois grupos. Um deles seguiu um programa de 36 semanas de dieta gradual, consumindo 500 calorias a menos por dia. O outro grupo adotou uma dieta com duração de 12 semanas, com consumo de calorias limitado entre 450 a 800 por dia, dependendo do paciente.
  • A meta estabelecida era de 12,5% de perda de peso.


Primeiros resultados

Após o término de cada período, 81 por cento do grupo da dieta rápida e 50 por cento dos pacientes do regime lento e gradual alcançaram a meta de eliminação de peso excedente. Começava aí a segunda parte do estudo: todos os pacientes participaram de uma dieta de manutenção de peso elaborada pela equipe da universidade por três anos.


Após 3 anos…

Esperava-se uma diferença de atitude e de manutenção de peso entre o grupo que fez o regime rápido e a dieta lenta. No entanto, houve recuperação de 71% do peso perdido depois dos três anos, independentemente do método dietético usado.


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As conclusões

O maior percentual de perda de peso nas dietas rápidas, segundo a pesquisa, deveu-se ao baixo consumo de carboidratos e à saciedade causada pelos demais ingredientes do regime.

Além disso, o menor número de calorias ingerido forçou o corpo a queimais mais gordura e liberar cetonas (leia ou releia o texto “Dieta cetônica ou dieta da proteína”), que deixam a pessoa com menos fome, ainda segundo o estudo.

Usando as palavras de Katrina Purcell sobre os resultados, “o mito que associa a rápida perda de peso à recuperação mais veloz do mesmo peso é tão real quanto uma fábula de Esopo”.


A repercussão

A comunidade médica rapidamente se pronunciou sobre a pesquisa da Universidade de Melbourne. Dois médicos de Los Angeles disseram que o que realmente importa é a adequação das dietas para perda de peso estudando caso a caso, e os esforços para manter esses regimes podem dificultar sua adesão.

Já um pediatra e psiquiatra que clinica no prestigiado Hospital Mount Sinai em Nova Iorque questiona sobre a ausência da aferição da psiquê de cada indivíduo, que influi no engajamento a um regime e sua consequente manutenção.

(Fonte: WebMD)

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