Dormir bem para emagrecer

Dormir pelo menos sete horas por noite pode nos ajudar a perder peso.

Uma boa noite de sono produz benefícios que vão além do descanso. Dormir uma quantidade suficiente de horas também permite controlar as calorias que ingerimos.

Parece uma daquelas relações malucas feitas por pesquisas falsas ou incompletas espalhadas sem critério, mas a revisão de estudos sobre a ligação entre sono e apetite feita pela Universidade King’s College de Londres colocou questionamentos bastante pertinentes.

A culpa é dos hormônios, como sempre

Dormir pelo menos sete horas de sono sem interrupções faz com que todo o processo metabólico encontre um período de pausa necessário para que ele possa trabalhar de forma coordenada.

Já noites em que o sono é interrompido diversas vezes por diversos fatores produz efeitos em dois hormônios diretamente envolvidos em nosso apetite.

Um deles é a grelina. Esse hormônio, produzido no intestino e no hipotálamo (região do cérebro responsável pela regulação hormonal), sofre um aumento de produção, o que causa mais fome.

O outro hormônio é a leptina. Produzida pelas células de gordura, ela é responsável pela sensação de saciedade. Ou seja, é esse hormônio que avisa ao cérebro que o corpo não precisa mais consumir por ter reservas alimentares o suficiente.

Quando dormimos menos do que sete horas, ou acordamos muito durante a noite, a leptina sofre uma redução em sua produção. Os famosos assaltos noturnos à geladeira são basicamente a desregulação da atividade desses dois hormônios em conjunto.

Dormir bem faz parte da dieta

Quando o hormônio grelina aumenta sua produção, a tendência é que procuremos alimentos com maior teor de açúcar e gordura. Sem a quantidade de leptina adequada para controlar a fome, a tendência é consumir mais esses nutrientes, justamente os que mais engordam.

A longo prazo, dormir mal possui uma correlação intrínseca com o aumento de peso e doenças como a diabetes tipo 2.

Quem pode nos ajudar a dormir bem?

Há quem culpe a famosa “vida moderna” e busque o auxílio de remédios para dormir, muitas vezes causadores de dependência. O fato é que o equilíbrio entre alimentação saudável e a inclusão de atividades físicas também podem auxiliar a ter uma noite de sono agradável e mais longa.

É claro que há problemas como insônias crônicas, mas de maneira geral basta que ajudemos nossos hormônios a regular de forma coordenada nosso organismo. A escolha de uma dieta que nos satisfaça e que seja saudável e a prática de exercícios que causem a produção de hormônios que nos causem prazer também podem contribuir para uma noite de sono mais longa.

Um colchão confortável e adequado ao seu biotipo também é importante. Insônias e noites mal dormidas podem indicar a necessidade de trocar de colchão por um novo.

Obviamente, o acompanhamento médico e nutricional são essenciais para que façamos essas mudanças de forma segura. Procure sempre profissionais de saúde idônea e comprometidos com seu bem estar.

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