Educando a ansiedade

Como cuidar da ansiedade, reconhecidamente um dos principais gatilhos para os picos de fome? Existem técnicas simples e de fácil execução para que seu novo estilo de vida não cause estresse.

14 de novembro de 2014 • Por Mariana, em Assuntos Diversos, Destaques


A ansiedade é uma reação biológica tão natural quanto o arrepio que precede o frio e seu gatilho é um alerta de perigo ou iminência de algum acontecimento reais ou frutos da imaginação. O grande problema é quando a ansiedade torna-se um empecilho ao bem estar, causando transtornos físicos e psicológicos, como os picos de fome durante uma dieta de emagrecimento.

Colocar rédeas em um sentimento aparentemente tão poderoso parece ser impossível, mas educando a ansiedade somos capazes de aprender as chaves que comandam os dispositivos que nos levam a sofrer os efeitos dela.

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O medo no processo do emagrecimento

A ansiedade é parente do medo. Para que fiquemos dentro do escopo deste blog, quando nos submetemos a uma nova rotina com dieta mais regrada e exercícios físicos, o corpo pensa que irá sofrer perda de nutrientes que poderão levá-lo à inanição e consequente óbito.

Quando a dieta não é feita com critério e seguindo preceitos dietéticos seguros a ansiedade virá seguida a imensa compulsão em comer os alimentos mais calóricos ao alcance. Uma das maneiras para controlar essa ansiedade é fugir das dietas malucas, como já foi dito no texto “Ritmo ideal para perda de peso“.

A ânsia por controle

O desejo em controlar os rumos que a vida toma também é um fator psicológico importante para que a ansiedade se manifeste. As tarefas do mundo moderno criaram um senso de urgência incompatível com o ciclo metabólico, o que abre as portas para que se secretem hormônios do estresse em níveis incompatíveis ao bem estar.

Parar um tempo para inspirar é uma lição que deveríamos decorar desde a mais tenra idade; deve-se reservar um tempo para desacelerar e contemplar através de qualquer método que emane tranquilidade.

Os exercícios e seus hormônios

A prática regular de atividades físicas faz o corpo produzir um dos melhores remédios contra males psicológicos como a ansiedade e o estresse: a endorfina.

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Essa substância produzida no cérebro, mais especificamente na hipófise, é um analgésico natural e extremamente poderoso, capaz de causar euforia, bem estar e alívio (não por acaso, grandes doses de beta-endorfinas são liberadas no orgasmo).

Nutricionistas renomados recomendam uma sessão de exercícios aeróbicos mais puxados, como andar de bicicleta, ao menor sinal de ansiedade compulsiva.

A movimentação produz esforço, que auxilia a produção de endorfina para que o corpo não sinta dores ao se mover. Evidentemente, só pratique exercícios após uma extensa bateria de exames clínicos e sob supervisão profissional.

Não trate a ansiedade como o bicho-papão das fábulas. Considere-o apenas como um parente bêbado inconveniente que precisa de uma boa ducha fria e uma reparadora noite de sono.

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