Eletrodos cerebrais para emagrecer

Um novo estudo envolvendo eletrodos cerebrais quer descobrir a relação entre o que comemos e as calorias que conseguimos gastar.

06 de abril de 2015 • Por Mariana, em Cirurgia Bariátrica, Comportamento


Uma nova divisão da neurocirurgia, chamada de neuromodulação, pode ser a responsável por um tratamento que pode revolucionar os tratamentos para a obesidade.

A neuromodulação estuda o uso de estímulos elétricos diretamente no cérebro ou no sistema nervoso central para tratar doenças ligadas a essas duas áreas do organismo, como o mal de Parkinson e as dores crônicas.

Dois médicos ligados ao HCor Neuro, os neurocirurgiões Alessandra Gorgulho e Antonio Salles, estão pesquisando o uso de eletrodos cerebrais para combater a obesidade.


O cérebro e a sua relação com a comida

Antes de começarmos, o alerta de sempre: esse texto tem a função de informar, por isso iremos simplificar para fins de entendimento termos técnicos demais.

hipotálamo_cerebro

O tratamento com estímulos elétricos através de eletrodos implantados no cérebro, mais precisamente na área chamada hipotálamo, tem sido estudada há décadas para combater os efeitos cruéis e debilitantes do mal de Parkinson, da epilepsia e de diversos distúrbios neurológicos.

O hipotálamo, que possui o tamanho de uma pequena noz, é responsável pelo equilíbrio hormonal do organismo. O desejo sexual, a fome, a saciedade e o gasto calórico são parte dos mecanismos que ele comanda.

Os estímulos oferecidos pelos eletrodos diretamente ao hipotálamo podem ser capazes de aumentar o gasto calórico dos alimentos ingeridos.


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Estágio atual da pesquisa

Segundo diversas reportagens publicadas em revistas e veiculadas pela TV, o estudo está na chamada fase 1. Voluntários diagnosticados com obesidade mórbida foram submetidas à cirurgia de implante dos eletrodos e estão sendo monitorados para verificar tanto a eventual perda de peso quanto os efeitos colaterais.

Como os eletrodos mexem diretamente com os sistemas nervoso e endócrino, os principais resultados deletérios podem ser os seguintes:

  • Alterações no ciclo do sono (insônia ou sonolência excessiva);
  • Aumento da pressão arterial;
  • Mudanças na libido (desejo sexual);
  • Oscilações de humor (euforia, depressão, apatia, raiva);
  • Aumento da temperatura corporal.

Outras fases ainda precisam ser feitas e mais pesquisas precisam ser estudadas antes que a terapia de implante de eletrodos cerebrais para emagrecer seja implementada.


Considerações finais

O objetivo dessa nova terapia é usá-la como alternativa à eliminação da obesidade mórbida com pelo menos duas doenças correlacionadas, como o diabetes e a hipertensão.

Como os eletrodos irão influir diretamente no cérebro, todas as pesquisas estão sendo direcionadas principalmente nos possíveis efeitos colaterais, por isso não esperem resultados, sejam eles negativos ou positivos, antes de pelo menos cinco anos de estudos.

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