Emagrecer também é marketing

O que emagrecimento e marketing podem ter em comum? De acordo com o livro “Emagrecer também é marketing”, os métodos usados no comércio podem ser adaptados a uma rotina dietética.

11 de setembro de 2013 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques, Resenhas de Livros


Quando os economistas Theodore Levitt e Philip Kotler definiram os principais parâmetros do marketing moderno na década de 1960, talvez não imaginassem que as diretrizes básicas do estudo de mercado destinado a determinar o valor e a satisfação de um produto para os clientes fossem usadas como método para emagrecer.

O psiquiatra José Rui Bianchi, autor do best-seller “Emagrecer também é marketing“, lançado em 2002, usou sua própria experiência como ex-gordo para doutrinar os leitores a seguir o bom e velho tripé “alimentação-exercícios-mudança de estilo de vida” seguindo uma espécie de modelo de gestão. Interessante, não?

O marketing

Vou abusar do meu papel de leiga no assunto e explicar com minhas próprias palavras o que vem a ser esse tal marketing. Traduzindo ao pé da letra, marketing é “comércio” ou “comercialização”. Contudo, o conceito de marketing moderno, difundido como teoria pelos economistas citados no primeiro parágrafo, abrange a criação e venda de produtos, serviços e ideias voltados para a satisfação de uma gama ampla de consumidores.

Uma empresa não pode simplesmente “enfiar goela abaixo” um produto ou ideia simplesmente “porque a empresa quer assim”. Os departamentos de marketing das empresas estudam as necessidades de determinados consumidores para lançar produtos que possam satisfazer esses nichos de consumo.

Esse produto precisa estar focado na satisfação do cliente, fazendo com que ele ligue a qualidade do que ele compra com a empresa que a produz, criando uma base de consumidores habituais e satisfeitos. O marketing também preocupa-se com o pós-venda, para que o consumidor sinta-se abraçado pela empresa caso ele precise de orientação ou queira fazer uma reclamação ou elogio.

Ou seja, se você quiser emagrecer, precisa se ver e se vender como um produto, tendo em vista seus círculos profissional e de relacionamentos. Parece cruel ser tratada como uma mercadoria? Bem vinda ao século XXI…

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Emagrecer com técnicas de marketing

Por mais impessoal que possa parecer, você tem que ser sua própria vitrine de vendas, e vender-se como magra é quase uma imposição médica e social. Observando as técnicas rudimentares de marketing, é possível traçar paralelos com a luta contra a obesidade. Acompanhe.

  • Análise de mercado: como seus parentes vêem você? E seus amigos? Eles incentivam quando você demonstra querer perder peso com  dietas e exercícios? Como você reage às opiniões?
  • Desenvolvimento do produto: você quer perder peso de que maneira? Os profissionais envolvidos (médicos, nutricionistas, academias…) são idôneos e competentes? Qual dieta é a mais adequada? Que exercícios são necessários? Qual a periodicidade das atividades físicas?
  • Apresentação ao mercado-alvo e definição do valor da marca: as pessoas notam seus esforços? Sua nova forma física atrai olhares de admiração? Quem gostava da “antiga você” gosta da “nova você”? Há incentivos à melhora do quadro ou satisfação com o quadro atual? VOCÊ acha que pode melhorar mais?
  • Atendimento pós-venda: a manutenção da dieta e dos exercícios é de fácil execução? Qual o grau de facilidade de acréscimo ou eliminação de rotinas que possam melhorar o atual quadro? O apoio de amigos e parentes continua? Há alguma adesão significativa ao seu novo estilo de vida?

Algumas pessoas devem estar chocadas tanto pela crueza com que tratei a pessoa quanto com a simplificação das estratégias de marketing, mas o recado é bastante simples: emagrecer é uma questão de disciplina, automotivação e métodos que funcionem para o seu caso específico. Se o “plano cartesiano” do marketing for útil para suas metas, por que não usá-lo?

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