Emagrecimento e ansiedade

Existe um monstro que ronda as dietas: a ansiedade. Antes de saber o que colocar no prato, saiba o que inserir na mente para evitá-la.

25 de junho de 2014 • Por Mariana, em Comportamento, Destaques, Dicas e Dietas


Às vezes a principal causa do insucesso das dietas não está no que se come, mas no porquê se come. Existe um fator muitas vezes relegado a segundo plano quando se pensa em uma dieta que não atingiu o seu objetivo: a ansiedade.

E de nada adianta contemporizar: emagrecimento e ansiedade são incompatíveis, mas controlar a ansiedade que só é suprimida com um festim calórico não é tarefa das mais fáceis.


Reconhecendo a ansiedade

Quando uma pessoa vai se submeter à cirurgia bariátrica, a primeira providência é cuidar da mente do paciente, para que, usando um jargão recorrente, a pessoa pare de ter pensamentos gordos.

Não raro, pessoas engordam porque encontram na comida um alívio, uma muleta amigável e saborosa frente às frustrações.

Veja se algumas destas situações a faz atacar a geladeira e a despensa:

  • Uma desilusão amorosa;
  • A expectativa por uma prova, processo seletivo ou qualquer tipo de avaliação feita por terceiros;
  • A espera por atendimento em qualquer circunstância;
  • Situações que exijam jogo de cintura.

Não pretendo me estender, mesmo porquê não sou psicanalista, mas se sob qualquer pressão ou mesmo uma ligeira mudança de rotina vem à mente aquela caixa de bombons escondida no armário de pratos, diga alô às camadas de gordura excedente.

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Lidando com a ansiedade no processo de emagrecimento

A ansiedade é prima-irmã da depressão, principalmente no que tange aos efeitos nocivos à sua saúde, obesidade incluída. É evidente que um tratamento médico é o mais indicado para diagnosticar e tratar esses picos de ansiedade, mas duas atitudes poderão ajudar a começar a eliminar a ansiedade e, por tabela, os processos depressivos oriundos dela.

  • O exercício, além de obviamente queimar calorias, vai além: qualquer atividade física regular ajuda a produzir duas importantes substâncias: a endorfina e a serotonina.
  • A endorfina produz sensações de prazer e bem-estar, graças principalmente à capacidade que ela tem em eliminar o cortisol, o hormônio do estresse. Já a serotonina é o neurotransmissor (substância que age nas sinapses entre neurônios) que proporciona alívio natural do estresse e da ansiedade. Considere a atividade física o antidepressivo mais barato e sem efeitos colaterais do mercado.
  • A alimentação possui papel importantíssimo na produção de serotonina. Existem alimentos que são ricos em uma substância chamada triptofano, que ajuda o organismo a produzir serotonina.
  • A boa noticia é que muitos desses alimentos têm baixas calorias; mesmo aqueles cujo valor calórico seja um pouco mais alto precisam de porções pequenas e fornecem grandes doses de triptofano. Banana madura, castanha-do-Pará, alface. leite, pimenta, frutas com altas doses de vitamina C e verduras verde-escuras são fontes acessíveis e ricas em triptofano.

O emagrecimento e ansiedade precisam ser devidamente quantificados em qualquer dieta ou tratamento para obesidade. As dicas acima descritas são apenas sugestões para quem precisa de um estímulo, mas cada caso tem suas peculiaridade e só seu médico poderá dizer o que fazer para complementar qualquer atitude.

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