Emagrecimento e o “Bigode Chinês”

Das linhas de expressão causadas pela idade, o chamado “bigode chinês” é o mais chamativo. O emagrecimento pode ser uma das causas?

01 de julho de 2018 • Por Mariana, em Assuntos Diversos


Um dos principais vilões das mulheres acima dos 30 anos é o temido “bigode chinês”. Não, não surgem pelos faciais como os do personagem Pai Mei no filme “Kill Bill”. O nome popular dessa linha de expressão vem do seu formato peculiar que assombra muitas de nós.

Como blogue que versa sobre eliminação de gordura corporal, bem estar e mudanças de estilo de vida, recebemos muitas perguntas sobre uma possível relação entre emagrecimento e o bigode chinês. Para responder a essa pergunta, precisamos saber do que falamos, conhecer esse traço fisionômico e analisar os fatos a partir daí.

O que é esse tal “bigode chinês”?

O termo “bigode chinês” nasceu provavelmente por causa da aparência dessa linha de expressão: sulcos que se formam no rosto entre as extremidades do nariz e os cantos da boca. Não entrarei no mérito do óbvio estereótipo, mesmo porquê a sentença é amplamente divulgada.

Tecnicamente falando, são sulcos nasogenianos e labiogenianos (fendas que se formam abaixo das fossas nasais e dos lábios, respectivamente) que se tornam proeminentes após os 30 anos, como citado acima, e podem ser causados por diversos fatores:

  • Predisposição genética;
  • Exposição ao sol;
  • Perda natural de colágeno e consequentemente da elasticidade da pele;
  • Perda de gordura;
  • Problemas ósseos;
  • Posição do rosto ao dormir;
  • Expressões faciais carregadas e frequentes.

Nem todas as mulheres possuem a tendência para desenvolver o bigode chinês, e essas podem se considerar sortudas. Como podemos observar, o emagrecimento pode ser uma das possíveis causas do desenvolvimento da linha de expressão facial, mas isso não significa dar fim a uma dieta bem sucedida e à inclusão de um estilo de vida ativo e saudável. Existem diversos outros motivos para que essa temida linha de expressão surja.

Felizmente, existem tratamentos que atenuam e mesmo eliminam o efeito “bigode chinês”.

Os tratamentos para eliminar o bigode chinês

O ideal é atentar-se aos sinais do tempo no dia a dia enquanto se olha no espelho. Embora o nosso organismo comece a externar sinais de envelhecimento celular a partir dos 30 anos, a genética pode causar um certo “adiantamento” desse processo.

Ao notar quaisquer sinais de sulcos, consulte seu dermatologista. Sim, por mais tentador que seja se automedicar ou usar quaisquer cremes e tratamentos cosméticos sem critério, apenas o profissional médico poderá dizer em qual nível a linha de expressão está e qual tratamento é o mais adequado ao caso apresentado.

Veja alguns exemplos.

Cremes anti-idade e séruns

Eficazes quando a pessoa está entre 20 e 30 anos e com poucas marcas de expressão.

Os bons produtos, que podem custar entre R$ 80 e R$ 200, são formulados com doses de colágeno, hidratantes e antioxidantes que variam de marca para marca.

Embora sejam mais eficientes sendo usadas na faixa etária acima mencionada, o uso de cremes e séruns é um coadjuvante necessário para mulheres acima de 40 anos, já que a composição deles (ácidos hialurônico ou retinoico, ômega 3 e 6, ativos revitalizantes e despigmentantes, entre outros; cada creme ou sérum tem uma pequena bula que deve ser observada) complementam procedimentos dermatológicos profundos.

Peelings

A eliminação das camadas superficiais da pele por meio da aplicação de compostos químicos consegue atenuar o bigode chinês em estágios iniciais na maioria dos casos.

Clínicas estéticas oferecem tanto o peeling aparente quanto o profundo, que consegue uma descamação ainda mais intensa. Os tratamentos não são baratos mas provaram sua competência quando feitos por dermatologistas de renome.

Preenchimentos

Quando as marcas do bigode chinês são profundas, o preenchimento com ácido hialurônico é o mais indicado. Contudo, o método estético pode ser usado em casos menos radicais. Uma agulha é utilizada para injetar um gel com ácido hialurônico, que preenche e eleva os vincos e dura entre 10 e 18 meses.

Radiofrequência

Muito usada em clínicas estéticas mundo afora, a aplicação de ondas de rádio ativa as fibras de colágeno e faz com que elas se reproduzam.

Além de multiplicar as fibras, a radiofrequência as contrai, fazendo com que a pele do rosto (a cútis) alongue-se e tenha uma aparência mais jovial.

Toxina botulínica ou botox

Método de preenchimento temporário ainda mais fugaz do que o feito com ácido hialurônico; ele costuma durar cerca de quatro meses.

Consiste em usar a toxina para relaxar os músculos e inibir os movimentos que causam a formação dos vincos.

Esse é um método que só pode ser utilizado por profissionais de dermatologia sérios e devidamente treinados. A toxina botulínica é, como o próprio nome diz, TÓXICA e altamente letal.

Fios de ácido lático

Indicados para quem tem mais de 50 anos, o método consiste em colocar uma linha de sustentação em cada lado do rosto para que a pele se estique e tenha a aparência mais firme (pense na sua cútis como uma cortina com um varão).

O fio de ácido lático faz com que a área em que o bigode chinês é formada crie um tecido com maior quantidade de fibras, o que promove sustentação.

O procedimento deve ser feito trimestralmente.

Laser de dióxido de carbono (CO2)

As aplicações da luz concentrada devem ser feitas uma vez por mês por três meses consecutivos; se a pele for acometida de acne, o tratamento dura cinco meses.

O laser remove as camadas gastas e lesionadas da pele e a rejuvenesce. Após o procedimento, deve-se repousar por pelo menos quatro dias.

Dermaroller

Esse aparelho é coadjuvante dos tratamentos estéticos com géis, cremes e séruns. Trata-se de um pequeno aparelho com um pequeno rolo com agulhas que agem estimulando as camadas superficiais e profundas da pele do rosto. A bitola das agulhas varia entre 0,5 e 2 milímetros.

Deve-se aplicar o dermaroller apenas em clínicas estéticas, quinzenalmente ou mensalmente dependendo de cada caso, por pelo menos três meses.

Cirurgias plásticas

Recomendadas a partir dos 60 anos, quando as marcas de expressão se tornam irreversíveis apenas com tratamentos cosméticos e dermatológicos.

Especificamente falando do bigode chinês, usa-se a miectomia, que consiste em retirar parte do músculo da face atingida, suavizando permanentemente as linhas de expressão. Cirurgias plásticas só podem ser realizadas por médicos em ambientes hospitalares.

Considerações finais

As técnicas acima descritas são efetivas dependendo de cada situação e de quão profundo os sulcos do bigode chinês estão. Quem determinará quais tratamentos serão mais adequados é o dermatologista; jamais confie em indicações de amigos ou de supostas “clinicas estéticas” sem profissionais sérios. Não abandone os hábitos saudáveis de emagrecimento apenas por causa de um detalhe estético que pode ser atenuado. E não se esqueça: tratamentos dermatológicos não são baratos; seja criteriosa ao escolher o mais pertinente ao seu caso.

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