Emagrecimento infantil

Uma criança bem alimentada não é mais sinônimo de criança gordinha. A obesidade infantil é endêmica e precisa ser diagnosticada em todos os níveis, principalmente os familiares.

01 de novembro de 2013 • Por Mariana, em Comportamento


É fato: a obesidade infantil tornou-se uma triste realidade. Uma perversa união entre sedentarismo e alimentação inadequada criou várias gerações de futuros adultos obesos. Pior: doenças antes ligadas à fase adulta da vida, com o diabetes e a hipertensão, fazem parte da rotina de crianças entre 6 e 10 anos.

Por mais que a infância não seja o período ideal para a prescrição de dietas, o emagrecimento infantil teve que entrar na pauta das políticas públicas de saúde.


Emagrecimento infantil: uma meta cautelosa a ser atingida

Não se pode querer que o emagrecimento infantil seja apenas uma versão reduzida das dietas e atividades físicas dos obesos adultos.

A infância é o período de desenvolvimento por excelência; os alimentos precisam nutrir um corpo cujo metabolismo ainda está sendo desenvolvido, cujos hormônios precisam de estímulos corretos para agirem como devem e cuja estrutura muscular e óssea está em franca expansão. Não podemos simplesmente prescrever uma dieta hipocalórica a uma criança.

Contudo, não podemos deixar que uma pretensa praticidade coloque em xeque a alimentação e a qualidade de vida saudável das crianças. Entupi-las com guloseimas ou comidas de fácil execução e ricas em gorduras saturadas e açúcar e deixá-las presas em um local sem atividades lúdicas que envolvam movimento, como jogar bola, correr e pular faz com que uma criança sinta-se desestimulada, sedentária e com o paladar comprometido pelo excesso de sal, açúcar e gorduras.

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Emagrecimento infantil: o que pode ser feito

  • Uma das fases mais perigosas situa-se nos doze primeiros meses da criança. Recomenda-se estender até o limite do possível a amamentação no seio, e quando começar a acrescentar alimentos sólidos, evitar o açúcar e o sal e habituar a criança aos sabores das verduras, legumes e frutas, além de carnes com pouca ou nenhuma gordura.
  • Na chamada idade pré-escolar, estimule as atividades físicas através de brincadeiras que envolvam a corrida, os pulos e a desenvolvimento da coordenação motora. Faça com que a criança acostume-se a dividir as refeições em cinco ou seis vezes por dia, sempre estimulando a alimentação saudável e limitando as guloseimas ao mínimo possível – sabemos que é impossível evitar que a criança conheça o milionário mundo dos doces e petiscos, a não ser que você seja amish…
  • Não é preciso nenhuma espécie de exagero, mas estimule a prática de um esporte com o qual a criança se identifique. Quando alia-se prazer à atividade física, o exercício deixa de ser uma obrigação maçante.
  • Procure o pediatra da criança e peça orientações sobre alimentação saudável e atividades que possam limar a sombra do sedentarismo da vida dela.

Nunca tome nenhuma atitude no que diz respeito ao emagrecimento infantil sem o conhecimento do médico. Quaisquer que sejam as ações, elas precisam estar aliadas à saúde da criança em primeiro lugar.

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