Engane seu cérebro e emagreça

Precisamos de um aliado de extrema importância para que dietas e atitudes pró-emagrecimento funcionem: o cérebro.

Emagrecer é um conjunto de atitudes pró-ativas que levam ao nirvana do corpo desejado e saudável. Comer apenas o necessário para a sobrevivência sem sentir necessidade de acumular nutrientes para uma suposta escassez, como na época dos nossos ancestrais, necessita de um treinamento mental profundo.

Utilizar truques para emagrecer faz parte de nossa natureza. Trocar carne por melancia em um churrasco, por exemplo (e falhar miseravelmente no processo) faz parte de tentativas que fazemos para que nosso cérebro se acostume a aceitar porções menores sem que sintamos fome.

Muitas técnicas para emagrecer usam o bom e velho truque de “enganar” o cérebro para comer menos e se sentir saciado com porções menores. E algumas são tão simples que a pergunta se torna inevitável: por que ninguém pensou nisso antes?

O corpo precisa enganar o cérebro

Movimentar mais o corpo deixando de ser refém das comodidades do século XXI — ninguém quer que voltemos a morar em cavernas, mas tirar o carro da garagem para comprar pão na esquina é um pouco de exagero, não? — e fazer com que o cérebro sinta que o organismo está sendo bem tratado é quase uma trapaça benevolente. Sim, enganar o cérebro pode ser preciso.

Pesquisadores debruçaram-se sobre os hábitos à mesa e descobriram que se algumas pequenas mudanças forem feitas, o cérebro vai aceitar melhor sua determinação em eliminar peso. Parece bobagem à primeira vista, mas acompanhe e perceba o sentido que  tudo o que for dito fará, inclusive na balança.

O cérebro também precisa emagrecer

Quando iniciamos uma refeição, também começamos um complexo processo de absorção e saciedade que precisa de tempo para ser “compreendido” pelo nosso metabolismo.

O cérebro demora cerca de 20 minutos para saber que estômago está cheio; quando isso acontece, ele libera a leptina, o hormônio que deflagra nossa saciedade. Esse tempo, que chamamos de digestão, é crucial para que não cometamos o hoje tão comum pecado da gula.

Como enganar nossa percepção

Um truque bem conhecido é reduzir o tamanho do prato da refeição em pelo menos 20% da circunferência e transformá-lo em quase uma folha de papel plana para evitar arroubos na hora de encher o utensílio.

Outro macete é manter as travessas de comida longe da mesa, forçando a quem quiser repetir uma porção a se levantar. Como o tempo de almoço e jantar são cronometrados pela “vida moderna”, desestimula-se o comer por impulso.

Tendo esses princípios em mente, um designer da Letônia criou um prato que possa satisfazer psicologicamente nossa fome.

O princípio do prato ondulado

Naurius Cinovics, o letão acima mencionado, criou um prato com fundo convexo, como uma “barriga”, e preenchido por ondulações.

Com isso, tem-se a impressão que o alimento colocado nesse prato está fazendo bem mais volume do que realmente está, quase como o proverbial “prato feito de botequim”.

As ondulações dificultam o acesso à comida, seja usando colher ou garfo, forçando a pessoa a comer mais devagar e dando tempo para que a sensação de saciedade.

Ou seja, o objetivo do prato é vencer a pessoa pelo cansaço e fazer com que as porções comidas sejam menores.

O projeto do prato ondulado será objeto de testes práticos em breve, mas a teoria é bastante incensada, já que a fome também é causada por nossa percepção visual (comer com os olhos não é apenas força de expressão nesse caso).

Hábitos que ajudam a enganar o cérebro

Ao invés de comer em pratos convencionais, coloque as porções em pratos de sobremesa ou pires. Isso mesmo. Quando o cérebro vê um prato cheio, associa-o a sensação de saciedade; já que é assim, coloque o que vai comer em pratos pequenos.

Troque os copos baixos por copos altos, mas com a mesma capacidade. Nossa massa cinzenta tende a achar que copos baixos tem menos quantidade; a tendência natural é tomar mais de um copo de bebida por refeição. E não tenha medo: já existem copos longos com design lindo e perfeitamente funcionais.

Use pequenas cumbucas ao invés de tigelas grandes. Válido na hora da famosa sobremesa calórica. Aquele sorvete ou aquele flan da mamãe são uma delícia, mas já estou vendo a cara de culpa de quem a come em cima de uma esteira. Deixe as tijelas grandes para as saladas!

Sirva-se de comida com colheres de chá. Demora? Exatamente. E é essa a ideia; ao invés de cair na tentação de lotar o prato com aquelas conchas enormes, o ir e vir das pequenas porções fará com que o cérebro não faça você gastar energia à toa e se satisfaça com a pequena porção colocada com a colher de chá.

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