Excesso de treinamento

Exercícios físicos fazem parte de hábitos saudáveis desde que não haja excessos, porque não é só comida demais faz mal. Conheça os males do overtraining.

02 de março de 2014 • Por Mariana, em Comportamento


Os dois pilares do emagrecimento saudável são a alimentação saudável e a prática de exercícios. Contudo, as práticas consideradas salutares não podem incorrer no mesmo mal das dietas lotadas de gorduras e açúcares: o excesso.

Incluir treinamentos físicos com o intuito de definir músculos e perder gordura é louvável, desde que não se caia na armadilha da chamada síndrome do excesso de treinamento.

desperate


O que é a síndrome do excesso de treinamento

Conhecido nas academias pelo anglicismo overtraining, a síndrome do excesso de treinamento nem sempre é percebida por quem sofre do mal. Afinal, tudo o que a pessoa deseja é correr, pedalar, levantar pesos ou qualquer outra atividade que sempre foi ovacionada como benéfica.

Mas quando os treinos exacerbam os limites, o que era saudável torna-se um risco à integridade física.

A síndrome do excesso de treinamento caracteriza-se por sintomas aparentemente díspares e que numa primeira análise não se relacionam:

  • Alterações do metabolismo em nível hormonal.
  • Aumento de lesões musculares.
  • Diminuição da imunidade.
  • Cansaço profundo.
  • Alterações alimentares, principalmente falta de apetite.
  • Irritabilidade.
  • Problemas cardíacos similares aos que ocorrem por conta das altas taxas de colesterol.

Quem sofre dessa síndrome geralmente desenvolve um transtorno psicológico chamado vigorexia, que faz com que o indivíduo adquira uma obsessão em obter um corpo musculoso e não consiga enxergar a clara definição de seus músculos. Muitos consideram a vigorexia o antônimo da anorexia.


carregando…

Como evitar a síndrome do excesso de treinamento

O primeiro passo é evitar ambientes que supervalorizem a definição muscular e forcem treinos cada vez mais intensos e opressivos.

Respeitar os períodos de descanso entre os treinamentos.  Dependendo da intensidade, o tempo de recuperação entre as atividades físicas pode variar entre 6 horas e 3 dias. Consulte profissionais idôneos.

Aprenda a treinar de forma moderada, só aumentando séries e intensidade após avaliações médicas e físicas criteriosas.

Aprenda a fazer alongamentos antes e depois dos treinos para que os músculos habituem-se com o movimento e o repouso, respectivamente, sem sofrer lesões.

Nos casos patológicos, como a vigorexia devidamente diagnosticada, busque apoio psicoterápico.

Compartilhe

 

Este site site não é farmácia ou consultório médico. Não brinque com sua saúde. Não se automedique. Consulte seu médico, e não confie no que ler na Internet, nem mesmo neste site.

Deixe seu comentário!