Fome oculta: um perigo para a dieta

A fome oculta atinge 1 em 4 pessoas no mundo. Saiba reconhecê-la e combatê-la.

15 de julho de 2014 • Por Mariana, em Alimentos


Entre as deficiências nutricionais, a fome oculta é uma das mais traiçoeiras. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% da população mundial sofre desse mal, que é caracterizada como síndrome (conjunto de sintomas).

Apesar de ser uma espécie de desnutrição, a fome oculta não apresenta suas ocorrências típicas. Diagnosticá-la depende de uma atenta observação clínica, incluindo aí saber os hábitos alimentares da pessoa.

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Mas o que é a fome oculta?

É a falta não visível à primeira vista de algum nutriente importante. A fome oculta ocorre principalmente graças à alimentação deficiente ao qual somos submetidas.

O consumo de produtos industrializados cresceu e, em contrapartida, frutas, legumes e verduras são cada vez menos escolhidos nas refeições. Isso fez com que a ingestão diária de nutrientes recomendada diminuísse.

O substituto dos nutrientes tem sido os alimentos industrializados, que possuem cargas de sódio e gorduras saturadas acima do estipulado para consumo humano, além de corantes e conservadores artificiais.

O que a falta dos nutrientes pode causar?

A longo prazo, a fome oculta é o principal vetor de doenças graves como diabetes, cânceres e problemas do coração e artérias. Para que o organismo funcione adequadamente, o balanço entre os nutrientes precisa estar bem aferido.

No dia a dia, a fome oculta causa problemas que, a princípio, não aparentam ter ligação com esse tipo de desnutrição, mas são indicadores da ausência de importantes micronutrientes. Acompanhe.

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  • Irritabilidade e mau humor.
  • Baixa imunidade.
  • Problemas estomacais, como prisão de ventre.
  • Ossos e dentes enfraquecidos.
  • Queda de cabelo, unhas fracas e e pele ressecada em excesso.
  • Sensação de cansaço e indisposição frequentes.
  • Falta de apetite.

Combatendo a fome oculta

A alimentação adequada e equilibrada é a mais segura cura para a desnutrição velada. E aqui cabe mais um alerta: fuja das dietas restritivas, pois é consenso que elas, feitas sem supervisão severa, são a principal porta de entrada para a fome oculta.

Não faça nenhuma suplementação vitamínica por conta própria, pois tão perigosa quanto a falta de vitaminas é o excesso delas no organismo. Nutrientes demais podem produzir toxinas que prejudicarão o metabolismo, às vezes de forma irremediável.

Veja quais são os principais nutrientes cuja falta podem causar a fome oculta:

  1. Potássio – mineral que combate o cansaço muscular.
  2. Cálcio e fósforo – ambos são vitais ao esqueleto e dentes.
  3. Vitaminas do complexo B – cada um deles é essencial ao metabolismo. A cobalamina (vitamina B12), por exemplo, mantém o sistema nervoso saudável. Já a piridoxina (vitamina B6) é vital para os músculos.
  4. Zinco – mineral que compõe nosso paladar.
  5. Magnésio – importante para obtenção eficiente de energia.
  6. Ferro – o mais importante anti anêmico.

É claro que os macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) e demais vitaminas e minerais que não foram listados aqui também possuem sua importância. Consulte um médico e um nutricionista e bole um cardápio gostoso e saudável. A fome oculta espreita em todo pacote de macarrão instantâneo!

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