Gordura emagrece?

O que há de novo sobre as famosas gorduras que apregoavam ser auxiliares no emagrecimento?

02 de janeiro de 2014 • Por Mariana, em Alimentos, Destaques


Desde o nascimento desse blog, pregamos uma coisa acima de qualquer moda dietética e repetimos sempre que podemos: não existem dietas, alimentos e quaisquer processos milagrosos. O emagrecimento requer um misto balanceado de orientação médica qualificada, disciplina e atividades físicas adequadas a cada biotipo.

As orientações ditas aqui são escritas com critério por leigos que pesquisam fontes seguras e comprovadas. Por isso, escrevemos muitos posts sobre as “gorduras que emagrecem”, ou que prometiam ajudar quem deseja eliminar o excesso de peso.

Sempre alertamos sobre o cuidado com as informações passadas ou repassadas tanto por esse blog quanto por qualquer veículo de comunicação, alertando que tudo precisava ser verificado caso a caso.

Por isso, reproduziremos aqui as mais recentes descobertas sobre as mais famosas gorduras e responder a pergunta do título da postagem com mais embasamento.

image001

Ácido graxo, o principal componente da gordura

Antes de falarmos sobre os óleos e gorduras propriamente ditos, vamos relembrar sobre a função delas no organismo. Gorduras possuem importância ao metabolismo como:

  • Reservatório de energia;
  • Isolante térmico;
  • Absorção de vitaminas essenciais;
  • Equilíbrio das funções hormonais.

A gordura é o resultado da combinação de ácidos graxos e glicerol. Os ácidos graxos mais conhecidos são:

  • Ômega 3 – considerado essencial e precisa ser fornecido pela alimentação. É anti-inflamatório e ajuda a diminuir os níveis de triglicérides. Está presente no óleo de soja.
  • Ômega 6 – espécie de ácido graxo irmão do Ômega 3 que age principalmente no fígado na prevenção dos altos níveis de triglicérides. Também presente no óleo de soja, além no de canola.
  • Ômega 9 – esse ácido graxo é produzido pelo nosso organismo, mas pode ser encontrado no azeite de oliva e no abacate.Possui alto poder antioxidante.

O que há de novo sobre as gorduras

Como muitas devem se lembrar, tudo começou com o óleo de coco extravirgem, que diziam aumentar a saciedade, ter poder termogênico e ajudar na eliminação da gordura visceral.

Foi o que bastou para que diversas substâncias oleaginosas aparecessem e tomassem de assalto as pautas das principais revistas sobre bem estar, emagrecimento e alimentação. Os mais populares foram:

  • Óleo de abacate;
  • Óleo de chia;
  • Óleo de cártamo;
  • Óleo de linhaça.

Em comum, essas gorduras prometiam ser excelentes coadjuvantes no combate à obesidade e ajudar na metabolização dos demais alimentos. Eram encontrados na forma de óleos e cápsulas gelatinosas, com preços geralmente altos.

Contudo, estudos realizados por nutrólogos e nutricionistas de importantes centros de pesquisa nacionais (entre elas a UNICAMP) conseguiram dirimir muitas dúvidas e até mesmo mitos que rondam o consumo e eficácia das gorduras.

oleos-vegetais

carregando…

1- “Gorduras diminuem a circunferência abdominal”

O óleo de coco, o veterano entre eles, possui mais pesquisas sobre esse efeito. O Instituto Nacional de Cardiologia no Rio de Janeiro publicou uma prévia de uma extensa pesquisa que afirma a ajuda que o óleo deu em uma dieta seguida e mudanças alimentares e comportamentais. Ou seja, o óleo de coco não faz nada sozinho.

Os demais não tiveram a eficácia em diminuir a temida gordura visceral comprovada.

2 – “Gorduras ativam o metabolismo”

Aqui, o alerta do “cada caso é um caso” é extremamente válido. O óleo de coco tem alta porções de gordura saturada, o que pode ocasionar entupimento de artérias se consumido sem critério.

Dependendo da quantidade consumida e das reações metabólicas de cada um, as gorduras podem causar mal estar, diarreia e constipação. E, claro, quando consumidas em excesso, se acumulam e engordam.

Considerações finais

O consumo de gorduras ainda é vital, mas dentro de limites impostos principalmente pelo seu médico, que saberá essas barreiras depois de uma criteriosa análise.

Não há comprovação final sobre os supostos benefícios dos óleos da moda, por isso atenção e nunca deixe de informar seu médico se você decidir consumi-los.

Procure sempre consumir gorduras na alimentação, de forma balanceada e combinando isso com mudanças de estilo de vida. Existem fontes de ácidos graxos saudáveis nas prateleiras dos supermercados a preços bem mais em conta.

 

(Fontes: Wikipédia; Jornal Folha de S. Paulo, Caderno “Equilíbrio”, dia 26 de novembro de 2013)

Compartilhe

 

Este site site não é farmácia ou consultório médico. Não brinque com sua saúde. Não se automedique. Consulte seu médico, e não confie no que ler na Internet, nem mesmo neste site.

Deixe seu comentário!