Krause – Alimentos, nutrição e dietoterapia

Há quem considere usar métodos dietéticos usados em pacientes hospitalares para emagrecer; alguns chegam a tentar baixar o livro citado no texto. Será que isso é uma boa ideia?

13 de junho de 2018 • Por Mariana, em Resenhas de Livros


Diversas pesquisas e questionamentos sobre um livro específico aqui no blog chamaram minha atenção. O livro em questão é o “Krause – Alimentos, nutrição e dietoterapia”, um calhamaço (1358 páginas!) que é referência para estudantes de Nutrição, Enfermagem e demais especialidades médicas que necessitem saber sobre a chamada terapia nutricional.

É claro que  alguns queriam simplesmente tentar baixar o livro na faixa, mas muitas queriam usar as informações contidas nele para emagrecer. E isso me assustou.

Por que Krause – Alimentos, nutrição e dietoterapia me assustou

É óbvio que não li o conteúdo do livro (gosto muito de pesquisa, mas tenho uma vida!), mas conversando com alguns amigos e amigas da área da saúde, descobri que “Krause — Alimentos, nutrição e dietoterapia” dá informações precisas e amplas, entre outras, sobre nutrição para pacientes que por diversos motivos não pode se alimentar de maneira tradicional.

Uma dessas amigas, enfermeira com mais de 25 anos de experiência, disse que cansou de ouvir pedidos de algumas mulheres sobre os tipos de alimentação dada aos pacientes e se ela poderia ser feita em casa. Ética e responsável como ela só, ela simplesmente defenestrava quem quer que quisesse se alimentar como um enfermo só para emagrecer.

Eu fiquei boquiaberta com a capacidade das pessoas em querer emagrecer a qualquer custo usando dois métodos de nutrição que em um ambiente hospitalar fazem todo o sentido, mas que fora dele toma ares absurdos e ridículos.

Abaixo, apenas a título de informação, vou informar as duas formas de nutrição que são esmiuçadas no livro “Krause — Alimentos, nutrição e dietoterapia”.

Nutrição enteral

  • É a alimentação fornecida a pacientes que não podem se alimentar por via oral.
  • Consiste na formação de uma papinha (não vou usar termos médicos aqui, né?) que é introduzida no paciente geralmente com o auxílio de uma sonda.
  • Podem ser usados alimentos frescos liquidificados ou preparados industriais com fórmulas específicas.
  • É um método nutricional usado em pacientes que sofreram AVC’s (acidentes vasculares cerebrais) que limitaram os movimentos, cânceres e neoplasias em estágio avançado e diversas complicações no sistema digestivo, sempre sob supervisão médica.

Nutrição parenteral

  • É a alimentação fornecida através de cateter e que consiste em uma espécie de soro polivitamínico.
  • Geralmente é usado como complemento nutricional da nutrição enteral, mas em alguns casos é a única fonte de alimento de um paciente, principalmente os comatosos. Isso mesmo, em estado de coma.
  • Todos os nutrientes necessários à vida (água, glicose, aminoácidos, lipídios e vitaminas) são criteriosamente dosados para que o paciente possa permanecer nutrido.
  • A nutrição parenteral precisa de cuidados no que tange à assepsia (a proliferação de bactérias e fungos em uma solução rica em nutrientes é mais fácil caso não haja cuidado) e à veia onde o cateter será colocado (a grande quantidade de glicose do “supersoro” pode causar flebites).

Se você veio até a esse blog para tentar baixar o calhamaço “Krause — Alimentos, nutrição e dietoterapia”, sinto dizer que não fazemos isso.

Mas se você veio até aqui atraída pela possibilidade de emagrecer usando técnicas de nutrição usadas para pacientes em hospitais, um conselho: procure ajuda. Rápido. As nutrições enteral e parenteral não são brincadeiras dietéticas que podem ser seguidas como as dietinhas da moda.

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Krause – Alimentos, nutrição e dietoterapia

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