Mais da metade dos homens brasileiros estão com sobrepeso

O IBGE aponta que mais da metade (50,1 %) dos homens brasileiros estão com sobrepeso, e quase metade (48%) das mulheres também.

Enquanto que a obesidade já atingiu 12,5% dos homens e 16.9% das mulheres. Há quarenta anos, o índice era no máximo um terço disso.

Esse aumento no ganho de peso é um resultado direto da industrialização e do sedentarismo, fatores típicos da urbanização e modernização dos países e principalmente das grandes cidades.

Mas é fato também que há um processo a longo prazo de adoção de hábitos alimentares ruins (imitação dos norte-americanos) que provocaram o aumento excessivo na ingestão de alimentos não muito saudáveis, como comidas rápidas e/ou prontas, refrigerantes, gorduras saturadas, embutidos e enlatados, subprodutos de farinhas e açúcares refinados em geral, e redução na ingesta de frutas, verduras e grãos.

Aliás, qualquer pessoa, se parar pra pensar, vai ver que nossa alimentação tradicional (feijão, arroz, salada, ovo frito ou bife) é muito melhor que a comida ingerida pelos norte-americanos, cujos hábitos são macaqueados ao redor do mundo, e cuja população tem índices altíssimos de obesidade.

O problema é que a sociedade em geral (o que inclui sua imprensa/mídia) continua imitando o padrão do povo do norte, mesmo sabendo que a nossa dieta, assim como a dieta de japoneses e europeus são muito melhores.

Em resumo, precisamos mesmo repensar seriamente o que comemos, para tentar reverter essa tendência das últimas décadas.

Falando nisso, vale a pena também ler o artigo do jornalista Leonardo Sakamoto, que cobre problemas sociais brasileiros, e que indica em um artigo seu o trabalho do fotógrafo Peter Menzel e do jornalista Faith D’Alusio sobre diferentes dietas em vários lugares do mundo. O trabalho da dupla se chama Hungry Planet: What the World Eats (Planeta Faminto: O que o Mundo Come, Editora Ten Speed Press), e mostra a alimentação de 30 famílias em 24 países, indicando situações que vão da fome à obesidade, da falta ao excesso, e que se tornou um grande ponto de partida para a meditação sobre o que comemos e que mudanças podem ser feitas.

Até porque a obesidade é o reverso da anorexia, e nenhuma das duas é solução pra outra. É preciso buscar o equilíbrio, um caminho que esteja equidistante dos extremos.

Veja um vídeo desse trabalho:

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