Menopausa – O climatério

Menopausa e climatério estão relacionados mas não são a mesma coisa. Saiba as diferenças, que são muitas.

Embora longe da tão sonhada igualdade, a mulher moderna possui maiores atribuições no mundo moderno. Entre elas, aprender a viver mais e com isso conviver com a menopausa.

O ciclo de vida feminino requer uma atenção redobrada com a saúde, e graças ao aumento da expectativa de vida dos seres humanos a mulher precisa saber lidar com a menopausa e, mais importante, com o climatério.

Climatério e menopausa não são a mesma coisa?

Não. Embora muitas de nós considerem as duas condições sinônimas, há diferenças primordiais.

  • O climatério é a fase de mudança entre o período fértil ou reprodutivo para o período não reprodutivo. Esse intervalo é variável e depende de cada mulher.
  • A menopausa é o nome que se dá à última menstruação. Simples assim.

Não há uma regra geral, mas os primeiros sinais do climatério costumam aparecer após os 40 anos.

Quadro de sintomas do climatério

Antes de começar, um aviso: tudo o que escrevemos aqui tem finalidade informativa e foi simplificado para fins de entendimento. As pesquisas que nos levaram a esses sintomas foram feitas em sites confiáveis e através de consultas ginecológicas (um agradecimento especial à minha ginecologista, em particular, que prefere não ser nomeada).

O primeiro indício é a irregularidade menstrual. O ciclo da menstruação deixa de ser mensal e começa a ora desaparecer, ora parecer uma hemorragia.

Outros sintomas muito comuns são os chamados fogachos (ondas de calor que acometem geralmente o rosto, pescoço e na região das mamas), ressecamento da pele e enfraquecimento das unhas, fadiga, vertigens, sudorese (suor) excessiva, principalmente nas axilas e palpitações cardíacas.

Mudanças comportamentais e de saúde

Durante o climatério, os últimos óvulos estão sendo eliminados e não serão mais repostos, colocando um fim nas funções reprodutoras da mulher. Esse evento causa uma bagunça hormonal sem precedentes que pode acarretar diversas alterações. Acompanhe as principais.

  • Irritabilidade, ansiedade, quadros depressivos, instabilidade emocional e demais quadros psíquicos derivados da diminuição de produção dos hormônios sexuais estrogênio e progesterona.
  • Aumento de absorção de gordura, principalmente na região dos seios e abdome.
  • Perda significativa de cálcio, e por consequência da massa dos ossos, podendo evoluir para a temida osteoporose.
  • Aumento de problemas do coração derivados das mudanças hormonais descritas acima.
  • Incontinência urinária e ressecamento das mucosas da vagina, diminuição da libido (o desejo sexual) e dor durante a penetração.

Os tratamentos

Felizmente, é possível debelar a maioria desses sintomas graças aos avanços medicinais. Não espere por milagres, pois os indícios do climatério são de certa forma inevitáveis às mulheres com propensão a senti-los (e cerca de 75% de nós tende a passar por isso).

O primeiro passo é CONSULTAR UM GINECOLOGISTA. Sim, em caixa alta, porque muitas de nós simplesmente se recusam a fazer visitas regulares ao especialista.

O médico irá pedir uma bateria de exames que irão diagnosticar os principais sintomas do climatério, como exames de sangue, ultrassonografias e densitometria óssea, entre outros.

O ginecologista poderá receitar uma reposição hormonal, via de regra baseada na alimentação ou mesmo em suplementos. Mas deixemos para falar sobre a dieta na menopausa no próximo texto. Até lá.

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Menopausa – O climatério

Comentários

  • Entrei no climaterio. Tenho emagrescido me deu problema de pressao e palpitacoes junto com ansiedadw e tenho aentido dor de cabeca como enxaqueca. Queria uma coisa naturak pra tomar. Como cha de amora queria saber se é bom

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    • Amiga, procure sua ginecologista, ela pode te orientar com segurança e certeza. Não confie em nada que vir na Internet, nem mesmo no meu site.

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