Mitos do emagrecimento

É muito fácil cair na tentação de certos mitos tidos como verdadeiros graças à intensa veiculação boca a boca. Conheça os mais conhecidos e saiba quais os equívocos de cada um deles.

10 de novembro de 2014 • Por Mariana, em Destaques, Dicas e Dietas


O maior desafio para quem quer emagrecer é tomar a atitude correta baseada em fatos e lógica. Quando começamos a lidar com a eliminação do peso excedente, cria-se uma aura mística e fantasiosa em torno do que pode e o que não pode ser feito para que as dietas deem certo.

Esses mitos do emagrecimento, existentes há décadas graças ao boca a boca e a interpretações equivocadas sobre pesquisas, proliferam-se como vírus pela internet e muitos incautos disseminam essas lendas como verdades absolutas.

Selecionaremos aqui os mitos do emagrecimento mais representativos, por serem axiomas divulgados como verdadeiros por décadas a fio.

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“O jejum absoluto de uma refeição emagrece”

Nutricionistas que levam a sério seu CRN jamais prescreveriam uma sandice dessas. Um cardápio criteriosamente elaborado divide a quantidade de calorias diárias em seis refeições feitas durante o dia: café da manhã, lanche matutino, almoço, lanche vespertino, jantar e ceia.

Quando o organismo não recebe alimento por um tempo maior do que três horas, ele começa a estocar em forma de gordura o que vier a ser consumido. O grande pulo do gato é manter o corpo nutrido para que ele possa consumir energia de forma correta, eliminando os estoques que serão, segundo o metabolismo, “inúteis”.


“Comer à noite, antes de dormir, engorda”

Algumas pesquisas incipientes feitas na metade do século XX imaginaram que, ao comer antes de um período de baixa perda calórica – o sono – , o alimento consumido ficaria acumulado em forma de gordura. Muitos acreditaram nesse estudo prévio e vaticinaram a morte das refeições noturnas.

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Hoje, sabe-se que o excesso de consumo de alimento, em qualquer refeição, é que engorda. Mesmo o antigo vilão do jantar, os carboidratos representados pelas massas, é considerado um excelente “sonífero natural”, e uma boa noite de sono produz a leptina, o hormônio da saciedade.


“Elimina-se a gordura localizada com exercícios específicos e cremes”

Só há uma maneira de eliminar gordura de uma parte específica do corpo: através de métodos cirúrgicos. Os exercícios feitos para tonificar determinadas partes do corpo sofrem de um “problema” estrutural: seu metabolismo não sabe qual parte do corpo especificamente precisa de maior eliminação de gordura e por isso distribui o gasto calórico por todo o corpo.

Por isso o mito da eliminação da gordura localizada não encontra respaldo científico. Quanto aos cremes, é só ler a composição do produto no rótulo: muitos deles possuem cânfora e mentol, substâncias que possuem efeito refrescante e que dão a falsa sensação de “queima de gordura” graças a isso.


“Não comer carboidratos emagrece”

Já falamos sobre isso no texto “Carboidratos“, mas reforçamos: nenhuma dieta pode eliminar completamente os carboidratos da dieta simplesmente porque sem essa substância o corpo não sobrevive. O que bons profissionais recomendam é o consumo inteligente de carboidratos complexos, que são absorvidos mais lentamente e provocam maior sensação de saciedade, além de evitar os excessos.

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